5 dados que você precisa conhecer sobre a pandemia e o novo normal para empresas

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Pesquisas sobre o novo normal para empresas

Uma coisa é um fato: depois da pandemia de COVID-19, a nossa vida não voltará a ser a mesma e entraremos em uma nova era chamada já de o “Novo Normal”. Seguiremos, por exemplo, em distanciamento social e usando máscaras por um bom tempo, tanto na vida privada como na corporativa. Algumas empresas também já falam em tornar o home office definitivo.

Além disso, alguns hábitos adquiridos devemos levar para o resto da vida, como, por exemplo, evitar entrar em casa usando sapatos vindos da rua e higienizar todas as compras assim que chegamos do supermercado.

Mas, afinal, o que é o novo normal?

Maria Aparecida Rhein Schirato, Doutora e Mestra pela Universidade de São Paulo, com experiência em Consultoria e Gestão de Conflitos, Modelos de Gestão, Desenvolvimento de Liderança e Treinamentos Comportamentais, definiu o novo normal assim em entrevista ao Insper.

“O novo normal, na verdade, seria a proposta de um novo padrão que possa garantir nossa sobrevivência. entraremos em um novo padrão de normalidade. Reforçando, normalidade é o padrão que me garante sobrevivência dentro de um grupo. Logo vamos nos habituar com esse kit Covid e, certamente, sentiremos falta se não o utilizarmos”.

Ou seja: o novo normal é a “nova forma de viver” à qual nos adaptaremos daqui pra frente, em todos os aspectos da nossa vida, independente de trabalharmos em setores essenciais ou não, em formato presencial ou à distância.  

E para você estar ainda mais preparado para esse novo normal nas empresas, fizemos a curadoria de dados e informações de pesquisas renomadas sobre ele e a vida durante e pós Coronavírus. 

1 – O Home Office agradou…

Por mais que a transição para o esquema de gestão remota tenha sido brusca e feita às pressas, as pessoas estão satisfeitas com ele. 

Em uma pesquisa do ISE Business School divulgada pelo Estadão, 80% dos gestores dizem que gostaram da nova maneira de trabalhar.

O mesmo estudo apontou que 90% das pessoas em cargos de liderança afirmam que o home office os levou a fortalecer e valorizar ainda mais os laços com a família. Ou seja: eles estão mais felizes.

Ao estar mais tempo em casa, as pessoas estão aprendendo a equilibrar mais o tempo entre trabalho e vida pessoal e vendo que, no final, eles não são incompatíveis assim. Acostumamo-nos a cenas antes impensadas, como filhos invadindo reuniões importantes via zoom. E tudo bem com isso. 

2 – … ele não derrubou a produtividade das pessoas…

Um dos maiores mitos sobre home office é de que ele seria considerado um momento de “folga” para os colaboradores, que não trabalhariam tão bem de casa quanto dos escritórios tradicionais. 

Baseado nisso, alguns gestores chegaram a estabelecer como regra que todos os funcionários deveriam trabalhar todo o tempo com a câmera ligada, em um esquema de vigilância total. Quase um Big Brother corporativo. 

Mas esse mito é apenas isso: um mito. Um estudo da Cia de Talentos mostrou que:

  • 63% dos estagiários; 
  • 63% dos colaboradores individuais;
  • 76% da média gestão; e 
  • 71% da alta liderança

 afirmaram que tiveram a sua produtividade preservada no trabalho realizado remotamente.

3 – … e deve se tornar definitivo

Essa é a conclusão de um estudo realizado pela consultoria Cushman & Wakefield e divulgado pela Revista Exame. 73,8% das empresas brasileiras pretendem instituir o home office de maneira definitiva, independente da reabertura da economia. Antes da pandemia, apenas 42,6% das empresas tinham políticas de trabalho remoto. 

Algumas companhias inclusive já anunciaram publicamente a decisão. É o caso, por exemplo, do Twitter, que em meados de maio anunciou para os seus colaboradores que eles seguirão com possibilidade de trabalhar em casa independentemente do fim da pandemia se assim preferirem e caso estejam em cargos que permitam o trabalho remoto.

Já a Mastercard vai permitir que os seus colaboradores decidam, individualmente, quando querem voltar ao escritório físico. Essa é uma decisão global que afeta as pessoas em todos os escritórios da empresa ao redor do mundo.

4 – As três dimensões do crescimento no pós-pandemia

As empresas vão mudar depois da pandemia e disso não restam dúvidas. Em um longo artigo, a consultoria McKinsey aponta que elas passavam um sentimento excessivamente “burocrático, insular, inflexível, devagar, complicado e mais focado em lucro do que em pessoas”.

O COVID-19 “ao mesmo tempo não mudou nada e mudou tudo isso”. As empresas foram obrigadas a endereçar imediatamente todos os problemas e a enfrentar coisas que antes elas iam constantemente adiando. 

Talvez seja cedo demais pra dizer que a pandemia mudou o foco de todas as organizações, mas elas já não serão iguais e esse mesmo artigo da McKinsey mostra o que serão as três dimensões das empresas depois da pandemia (gráfico abaixo).

5 – Os novos benefícios precisam acompanhar um novo normal

Logo no início da pandemia, empresas e colaboradores se viram com um problemão nas mãos: o que fazer com os benefícios tradicionais agora que eles não podem ser aproveitados. Por exemplo o Vale-Refeição, praticamente inutilizado com restaurantes fechados.

Os padrões de consumo mudaram muito neste período. Um estudo feito pela Vee Benefícios mostrou que os gastos em benefícios usados com internet e energia subiram 229%, com uma alta no de 189% no valor e assim atingindo um ticket médio de R$ 83. Já a utilização com cultura cresceu 300% no período, com um ticket médio subindo 97,7%. 

Por outro lado, os gastos com refeição, que costumam representar 15,78% da movimentação do cartão Vee, teve um crescimento de 6% no volume das transações e 15% no valor gasto na categoria. 

Mas, para os colaboradores poderem fazer esses ajustes nos seus próprios gastos, é preciso que a empresa tenha implementados os benefícios flexíveis. Assim como os que a Vee oferece. Além da liberdade de utilizar o seu saldo como quiser, para o que quiser, eles ainda têm acesso em condições especiais a diversos parceiros. Entre eles está a Zenklub, uma plataforma totalmente online de saúde emocional, com consultas com psicólogos, terapeutas, coaches e outros profissionais. E mais do que nunca, com todos ainda em isolamento social, a saúde emocional precisa ser discutida.

Quer saber como a Vee ajuda sua empresa na adoção dos benefícios flexíveis? Entre em contato em: https://vee.digital/#contato

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O Home Office será definitivo? Saiba o que vai acontecer pós-pandemia

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O Home Office será definitivo? Saiba o que vai acontecer pós-pandemia

As medidas de isolamento social e distanciamento entraram em vigor em março, no início da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Isso significa que muita gente está trabalhando em regime de home office há vários meses seguidos. No começo, muitos colaboradores – e também os próprios gestores – estranharam a nova realidade, . Alguns, inclusive, chegaram a duvidar da eficiência do trabalho remoto.

Contudo, após todo esse tempo, o questionamento mudou um pouco, agora a discussão é se o home office será definitivo. Essa inversão de valores tem suas razões, afinal, alguns mitos foram desmentidos, como a ineficiência do trabalho remoto.

Ao mesmo tempo, as empresas se municiaram de tecnologias – especialmente para gestão de trabalho à distância e realização de videoconferência – e o home office se tornou mais simples, confiável e, claro, producente.

No post de hoje vamos discutir essa nova realidade e a possibilidade do home office se tornar definitivo na realidade de diversas empresas e seus colaboradores. Boa leitura!

O home office no Brasil: os impactos da pandemia na rotina das empresas

O aumento de casos de coronavírus e a consequente ordem dos governos estaduais de limitar os serviços fez com que muitas empresas fechassem momentaneamente seus escritórios. E a única saída para manter a produtividade foi a adoção do trabalho remoto, algo que já era uma realidade por aqui, mas para um número muito reduzido de profissionais.

Segundo o IBGEapenas 3,8 milhões de brasileiros já trabalhavam em regime remoto. O número pode parecer alto, porém, vale lembrar que a estimativa é que existam mais de 105 milhões de brasileiros economicamente ativos. Ou seja, pouco mais de 3% dos trabalhadores do nosso país já teve alguma experiência em trabalhar de casa.

O contingente era pequeno, porém, da noite para o dia, pessoas que nunca imaginaram trabalhar de suas casas tiveram que adaptar seus lares para criar ambientes de trabalho. O número de pessoas em home office neste momento, de acordo com um novo levantamento, é de 6 em cada 10 brasileiros que trabalham.

Toda novidade traz um pouco de incertezas, e com o home office não foi diferente. Entretanto, o que antes era desconfiança agora virou oportunidade de mudanças positivas.

As empresas que antes eram relutantes com a adoção do trabalho remoto agora parecem mais receptivas com essa ideia. Existe uma estimativa de crescimento de 30% no regime home office pós-pandemia.

Quais são os benefícios ao adotar o trabalho remoto?

Neste momento, o home office virou uma medida de segurança, mas, antes da pandemia, ele era adotado pelas empresas com algumas finalidades, dentre elas:

  1. Redução dos custos operacionais da empresa (gastos com luz, água, internet, etc);
  2. Possibilidade de adotar sedes menores e, consequentemente, mais baratas;
  3. Adequação à rotina de colaboradores que passam muito tempo em trânsito ou fora do escritório;
  4. Dar mais liberdade para os gestores empresariais.

Para os colaboradores, por sua vez, os impactos do home office não são financeiros, mas sim, socioemocionais.

Veja alguns dados:

  1. 98% dos trabalhadores desejam, pelo menos uma vez na semana, trabalhar remotamente até o fim de suas carreiras;
  2. 49% dos brasileiros empregados e 55% dos desempregados apontaram que gostariam de trabalhar em regime remoto;
  3. 71% dos funcionários em home office declararam estar mais felizes com a rotina;
  4. Desde o início da pandemia, 78% dos brasileiros em regime de home office se declararam mais produtivos.

Esses números demonstram que home office chegou para ser uma opção valiosa para as empresas que pretender dar uma dinâmica mais moderna para as relações de trabalho e a rotina das pessoas.

Então, o home office será definitivo?

É muito cedo para tirar esse tipo de conclusão, especialmente porque a América do Sul é o continente com mais empresas que relutam na adoção do regime remoto.

De acordo com levantamento da Owl Labs, Ásia e América do Sul têm uma média 9% maior de empresas que não aceitam o home office e não querem adotá-lo. Isso mostra que ainda há uma certa resistência ao modelo de trabalho remoto. Contudo, a realidade para muitas empresas (mesmo as contrárias ao home office) pode ser o trabalho remoto até 2021. Empresas como a Google, Facebook e Amazon anunciaram a prorrogação do home office até o ano que vem.

A Mastercard, por sua vez, vai permitir que os funcionários voltem quando se sentirem confortáveis. Já o Twitter sinaliza que vai implementar o home office como modelo definitivo para parte de suas equipes.

É claro que tudo, neste momento, depende do avanço do novo coronavírus. Se os casos não forem reduzidos drasticamente, é bem provável que mais e mais empresas continuem (ou sejam forçadas) a adotar o home office.

A maior probabilidade é que mais empresas passem a adotar um modelo híbrido de trabalho, que consiste em dias de operação no escritório e outros trabalhados de casa.

Esse meio termo pode ser a solução para uma futura adaptação à realidade 100% home office, algo que é economicamente vantajoso para empresas e motivacional para os funcionários.

Com isso, surgem mais oportunidades e momentos de reflexão e análise sobre a eficiência desse modelo de trabalho e seus impactos sobre o fator humano.

Flexibilidade é tendência no mercado de trabalho

Dar mais autonomia às pessoas é uma forma de demonstrar confiança e reconhecimento. O home office começou a ser adotado exatamente por trazer uma nova dinâmica de trabalho, que consolida economia de gastos operacionais e, ao mesmo tempo, é capaz de fazer com que os funcionários sintam-se valorizados pela suas instituições.

Essa filosofia, que começou como algo de vanguarda, acabou sendo empurrada às pressas para todo o mercado de trabalho, e é claro que algumas empresas terão um poder de adaptação e aceitação maior do que outras. Contudo, uma coisa é fato: nenhuma instituição deixará de pensar em flexibilização dos postos de trabalho daqui em diante.

E quando o assunto é flexibilidade, saiba que essa é a filosofia que carregamos aqui na Vee. Nosso trabalho surgiu exatamente da crença na flexibilização, mas com foco nos benefícios corporativos.

Os benefícios flexíveis são uma peça-chave para a satisfação do colaborador, uma poderosa ferramenta para retenção dos talentos e também para o aumento da produtividade.

Se a sua empresa discute flexibilização, mais do que aplicar este conceito à rotina, é possível implementá-la na remuneração indireta e garantir bons índices de satisfação.

Quer conhecer mais sobre os impactos positivos da Vee e os planos de benefícios flexíveis? Então, basta acessar o nosso site para ficar por dentro de tudo que podemos oferecer para sua empresa!

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As mudanças do novo normal na cultura empresarial pós-pandemia

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As mudanças do novo normal na cultura empresarial pós-pandemia

Ainda não é possível calcular todo o impacto que a pandemia do novo coronavírus trouxe para nosso mundo. Porém, uma coisa é certa: muitos comportamentos, hábitos, processos empresariais e modelos de consumo serão alterados para sempre. E tudo isso será refletido na cultura empresarial pós pandemia.

Está surgindo um novo normal, tanto nas empresas quanto dentro de nossas casas. Estamos falando de alterações tão significativas que deverão se tornar novas práticas na rotina. E é claro que o universo corporativo não está imune à essas mudanças.

Muitas empresas já alteraram sua rotina de operações para dar origem a ambientes seguros para trabalho, inclusive adotando medidas como:

  • Home office;
  • Jornadas presenciais reduzidas;
  • Diminuição da quantidade de pessoas em cada departamento.

No post de hoje, vamos falar sobre este novo normal e seus impactos sobre a cultura empresarial pós pandemia, os processos e ações do dia a dia corporativo.

Aproveite para conferir algumas dicas para manter bons níveis de engajamento na cultura organizacional, mesmo com a necessidade do afastamento físico e trabalho remoto. Boa leitura!

Mudanças e renovações da cultura empresarial pós pandemia

O trabalho remoto

A cultura de muitas empresas é estruturada no formato presencial. Para diversos gestores, o trabalho remoto não funciona ou é um risco para os resultados. O primeiro desafio é justamente a quebra do mito do home officealgo que será indispensável para a cultura empresarial pós pandemia.

Algumas instituições foram obrigadas a aprender como lidar com um modelo de trabalho remoto, e, para a surpresa de muitos, os resultados se tornaram até mais expressivos.

O home office se mostrou uma alternativa segura, eficaz e que gera oportunidade de redução dos custos operacionais. Tudo isso é vantajoso para a empresa e bom para o colaborador.

E graças às tecnologias como o cloud computing, ficou bem mais fácil levar para dentro de casa todas as ferramentas necessárias para o trabalho.

O trabalho presencial e os novos ambientes operacionais

Se a adoção do home office é uma possibilidade para áreas estratégicas, o mesmo não se aplica ao setor operacional.

Aqui entra uma questão delicada: instituições terão que rever seus processos de produção e suas plantas fabris para desenvolver espaços de trabalho que sejam capazes de comportar as pessoas, mas respeitando o distanciamento seguro.

Sim, uma das mudanças mais discutidas neste novo normal da cultura empresarial pós pandemia é justamente as aglomerações. Pouco a pouco, fica evidente que o distanciamento físico é uma barreira importante para o contágio de doenças e criação de ambientes de trabalho mais saudáveis.

O impacto do novo normal no setor de Recursos Humanos

O setor de RH tem sob sua responsabilidade uma tarefa bem complexa, que é nutrir a cultura empresarial junto aos colaboradores. Em tempos de trabalho remoto, reuniões online e a impossibilidade de realizar grandes dinâmicas ou eventos, cabe ao gestor do setor de RH buscar novas formas de seguir com seus objetivos.

6 dicas para criar práticas que desenvolvem a cultura empresarial pós pandemia

1 – Estabeleça pontos de contato

O monitoramento das atividades e a nutrição do contato com os colaboradores vai ficar por conta da tecnologia, ainda mais em empresas com grande contingente de pessoas trabalhando de casa.

O ideal é usar um aplicativo para reuniões e videoconferências e determinar horários fixos para conversar com equipes e prestar atendimentos. A frequência pode ser determinada em sintonia com os gestores e com os próprios colaboradores, mas é importante que sejam encontros semanais ou quinzenais.

Se o gestor de RH perde o contato com as pessoas, parte de suas funções deixam de existir. Por isso, será essencial elaborar uma agenda bem estruturada e determinar os pontos de contato.

2 – Cuidado com a formalidade!

Trabalho remoto não reduz a eficiência, mas diminui um pouco a formalidade. Com todo mundo em casa e inseridos em seus ambientes de conforto, não faz sentido manter toda aquela formalidade dos encontros pessoais.

Pegue leve na linguagem, leve um papo descontraído com os participantes e aproveite para quebrar um pouco a formalidade com a condução mais leve desse tipo de reunião.

3 – Faça uma boa comunicação de metas e objetivos

Os momentos de diálogo precisam ser para esclarecer dúvidas quanto às metas e diretrizes do trabalho das pessoas ou de cada setor. Aproveite para monitorar o desempenho dos resultados e, gradativamente, deixar os colaboradores a par da performance.

Esse monitoramento (que também envolve um pouco de cobrança) é um tanto quanto cansativo e requer uma conversa bem estratégica, porém, é essencial para manter a motivação e foco dos funcionários.

4 – Amplie o conhecimento de todos quanto aos projetos

A sinergia de trabalho pode ser impactada negativamente pelo distanciamento, mas tudo pode ser corrigido com uma boa comunicação.

Para elevar e manter o engajamento, mantenha as equipes a par das demandas que estão sendo executadas e das novidades que serão aplicadas na rotinas conforme novos projetos são desenvolvidos.

Neste momento, é importante pensar que a informação é essencial para manter as pessoas envolvidas com a cultura empresarial e nos resultados que estão sendo construídos.

5 – Estimule o contato entre departamentos

Sabe aquela pessoa que poderia agregar muito no trabalho de outra equipe, mas sempre teve vergonha de falar na frente dos colegas? Agora é o momento para quebrar esse gelo.

Quem está em trabalho remoto vai ter que se acostumar com os encontros à distância para nortear o trabalho e seguir a par da cultura empresarial pós pandemia.

Sendo assim, pouco a pouco, os colaboradores vão se acostumando com essa dinâmica de participação, o que pode ser bom para os mais tímidos. Estimule a troca de conhecimentos, coloque as pessoas em contato e promova debates.

As dinâmicas podem ser mais desafiadores com a distância. Porém, essas mudanças podem servir de estímulo para criar processo onde as pessoas interagem mais e sentem-se mais confortáveis para participar das ações propostas.

6 – E os momentos de descontração?

Algumas empresas estão apostando nas reuniões online e videoconferências para simular os momentos descontraídos da rotina, como aquela reunião rápida enquanto toma um expresso ou até o happy hour. E talvez esse seja uma das grandes perdas da cultura empresarial pós pandemia.

Essas interações digitais podem ser meio estranhas ou muito menos prazerosas que os encontros pessoais, porém, é melhor criar momentos de descontração adaptados do que perder o contato com as pessoas, não é mesmo?

Quando tudo isso passar, é provável que boa parte dos colaboradores retomem uma rotina mais presencial. Sendo assim, não é preciso acabar com os momentos de descontração (que tanto contribuem para uma boa cultura empresarial), mas sim fazer mudanças para que eles continuem acontecendo.

Esteja atento às mudanças para não ficar para trás!

Ainda vamos ouvir falar muito sobre o novo normal, afinal, ele está sendo construído enquanto você lê este conteúdo. O mais importante para se encaixar nessa nova realidade e seguir realizando um bom trabalho de nutrição da cultura corporativa é estar aberto para novas possibilidades.

Chegou o momento de testar novas ferramentas, usar a criatividade e buscar novos meios de seguir trabalhando. E você? Vai ficar esperando tudo voltar a ser como era ou vai em busca de mudanças positivas para pensar a cultura empresarial pós pandemia?

Reveja a live da Vee + RH Play sobre cultura empresarial na gestão remota

Por fim, não se esqueça de conferir o nosso site para saber como a Vee traz mais mudanças positivas para a sua empresa com um modelo de benefícios flexíveis, capaz de ampliar a experiência dos colaboradores e a satisfação com a remuneração indireta!

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O que os gestores se arrependerão de não ter feito durante a crise do COVID-19

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Crise do COVID-19: o que os gestores se arrependerão de não ter feito

Com as medidas de segurança devido à crise do Covid-19 ainda em vigor no Brasil, as empresas podem observar quais ações que funcionaram bem ao seu modelo de negócio e o que poderia ter sido feito de outra forma. Certamente as decisões de distanciamento social foram positivas e essenciais, mas será que alguns lugares não demoraram muito tempo para tomar as melhores decisões? E o que podemos aprender com isso? Veja mais no post de hoje.

A decisão de aderir ao Home Office foi boa?

Em pesquisa realizada pela SAP, em 2018, no Brasil, 45% das empresas entrevistadas já haviam adotado a prática de Home Office e 15% avaliavam implantar essa medida. Muitos lugares conseguiram transferir bem as demandas do trabalho presencial para o remoto, já que tinham boas estruturas ou mesmo já o aplicavam para alguns colaboradores de maneira flexível. Por outro lado, muitos gestores encontraram uma grande dificuldade em estabelecer a melhor forma da sua equipe continuar normalmente com suas atividades e poder trabalhar em casa, como apontou Marcelo Nóbrega em live da Vee Benefícios sobre como a gestão e o RH podem enfrentar os desafios pós-confinamento e crise do Covid-19.

Tal receio de algumas empresas na adoção do trabalho remoto desencadeou uma demora maior para agir, o que fez com que alguns líderes tomassem decisões precipitadas. Um exemplo disso foram as férias coletivas. Em entrevista para o Valor Econômico, uma consultora da BTA revelou que, inclusive, alguns RHs tiveram que voltar atrás de algumas medidas que foram tomadas. É válido ressaltar que, apesar do cenários ser completamente novo, a legislação prevê aspectos legais, o que auxilia as empresas neste momento de indecisões.

Outro ponto foi em relação a demora em colocar os gestores a frente nas tomadas de decisões. O tempo para aprender a lidar com o Home Office é individual. Alguns colaboradores têm mais dificuldade que os outros para continuar com o mesmo ritmo que antes tinham presencialmente. A presença de um bom líder é essencial em tempos como esse. Para isso, também é necessário sua transparência mediante o que está acontecendo dentro da empresa. A China, que já passou por essa situação, pode ensinar alguns aprendizados durante a crise, assim como a Espanha, que já entra no novo normal.

E quanto a saúde dos colaboradores?

O aspecto saúde envolve tanto o lado físico quanto o emocional. Se antes isso já deveria ser uma preocupação das empresas em fornecer apoio e incentivos, já que afeta diretamente a produtividade e desempenho dos colaboradores em suas atividades, agora é ainda mais essencial prestar atenção.

Muitas pessoas moram sozinhas e podem se sentir solitárias, tendo que enfrentar o distanciamento social sem companhia. Para isso, uma das medidas que alguns gestores tiveram foi disponibilizar um canal de comunicação aberta, a fim de saber como cada um está lidando com a situação, promovendo conversas que fazem com que a proximidade da equipe e cultura da empresa continuem fortes.

Em um panorama da empresa como um todo, saúde organizacional deve prevalecer e os gestores e líderes devem cuidar para que a essência do que cada negócio não se perca. Todas essas questões são importantes para que as companhias possam continuar evoluindo sustentavelmente, sem que a crise afete drasticamente outras questões.

E a flexibilidade?

Essa é a atitude que mais demanda atenção no momento e uma das maiores questões com a crise do Covid-19. Para isso, o conceito de flexível deve ser aprimorado para todos os aspectos da vida do seu colaborador. Isso inclui o entendimento de que a adaptação ao novo cenário é relativa para cada pessoa.

Ao implantar o Home Office, o setor de recursos humanos teve dificuldades para saber como faria com os benefícios de seus colaboradores. (Inclusive, temos um post para você pode saber mais sobre isso). Nesse cenário, os benefícios flexíveis ganham ainda mais destaque por poderem se adequarem às vontades de cada um e serem a solução das gestões que não precisaram se preocupar com mais essa questão.

Ao conhecer sobre os benefícios flexíveis, esse provavelmente seja outro arrependimento das empresas: essa é uma medida que elas poderiam ter tomado antes. Em um contexto geral, o benefício flexível é uma plataforma que permite que cada integrante do time utilize seus próprios recursos da maneira como preferir. Isso transmite o sentimento de que cada colaborador é único. Consequentemente, aumenta o engajamento em suas atividades e trazendo uma maior felicidade do funcionário ao desempenhar suas funções.

Agora, em tempos de crise, como estilo de vida dos consumidores alterado e o consumo continuamente mudando, os benefícios flexíveis ajudam a passar por tudo isso com um maior bem-estar, autocuidado e liberdade. O seu RH pode ajudar. Basta oferecer uma plataforma que, em um só lugar, proporciona saúde emocional, academias (videoaulas para fazer dentro da sua casa) e um cartão flexível para comida, deixando o seu colaborador decidir se prefere fazer compras em supermercado, pedir delivery ou comprar o que ele preferir.

Saiba porque a Vee é a sua melhor opção e como ela ajuda você a fazer isso.

Aqui vai outra dica: veja como ser você pode fazer as duas coisas: ser flexível e oferecer benefícios flexíveis.

Por fim, esse panorama todo reflete que mais transformações acontecerão daqui para a frente. Isso para enfrentar um cenário ainda incerto, mas com aprendizados para situações futuras que exigirão planejamentos e decisões mais assertivas. Novas ferramentas estão sendo utilizadas, assim como novas formas das empresas organizarem suas equipes no trabalho e fazerem os negócios superar desafios e continuar crescendo. E, claro, superando a crise do Covid-19.

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Como a Espanha lida com a volta ao trabalho presencial pós-pandemia

Tempo de leitura: 3 min
O que o Brasil pode aprender com a Espanha na volta à rotina de trabalho pós-Coronavírus.

Ainda é incerto como será o mundo pós-pandemia de Covid-19. A única coisa que se pode concluir é que não será mais o mesmo e as empresas devem começar a se preparar para enfrentar desafios deste “novo normal” na volta ao trabalho.

No segundo episódio da série de lives que a Vee e o RH Play preparam para ajudar os RHs nesse contexto, os convidados foram Caio Barroso e Estella Barroso, fundadores do Lá na Firma. Esta é uma empresa de consultoria, inovação e gestão de pessoas com sede em Barcelona, na Espanha, país que já passou pela mesma situação em que o Brasil se encontra. Assim, eles puderam trazer várias dicas e informações valiosas. Junto deles, também estava participando o CEO da Vee Raphael Machioni e Jessica Martins, Head e Co-Founder do RH Play.

Barcelona está abrindo seu comércio e a volta ao mundo presencial aos poucos. O uso das máscaras nas ruas ainda é obrigatório e as empresas precisam seguir uma linha de cuidados previstos para que os colaboradores trabalhem com segurança.

Essa volta aos espaços físicos chega junto a mudanças de comportamento, necessárias de serem colocadas em prática pelas pessoas. Dentre esses aspectos estão a falta de contato uns com os outros, o distanciamento mínimo de dois metros e bastante higiene.

O que podemos aprender com a Espanha na volta trabalho pós-pandemia

Veja algumas mudanças que foram implementadas no Lá na Firma e que os RHs podem usar como inspiração no retorno ao escritório pós-pandemia:

Horários e Rodízios

Na volta ao trabalho, é importante pensar nos transportes públicos e quais são os maiores horários de pico deles. Assim, o colaborador que utiliza esses meios para chegar ao trabalho pode optar por horários em que a aglomeração é menor.

Além disso, escolher diferentes horários para que as equipes se dividam também é importante, assim uma quantidade menor de pessoas está no mesmo local ao mesmo tempo. Fora os turnos intercalados, uma ideia também é alternar dias presenciais com Home Office.

Ambiente

Os elevadores que os colaboradores utilizam para chegar no andar do escritório também precisam ter certas regras neste momento de pós-pandemia. Por exemplo: encostar o mínimo possível nas superfícies, somente utilizando um dedo para apertar o botão, apenas duas pessoas no máximo por vez e, sempre, com a utilização de máscara.

As disposições dos escritórios, que foi comentada na live com Ivo Wohnrath sobre mudanças na arquitetura, também já estão acontecendo no Lá na Firma. Cada colaborador tem sua mesa virada uma de costas para a outra. No chão, têm setas indicando apenas um sentido para ser caminhado, a fim de evitar esbarrões e encontros inesperados.

Empatia

Uma comunicação de alertas uns com os outros para lembrar de cuidados que cada um deve ter também é interessante, pois o momento pede empatia com todos. Todas as ações de cada colaborador dentro e fora da empresa têm impacto nos demais, por isso, uma ideia para os RHs aderirem é fazer com que as pessoas assinem uma declaração de responsabilidade e compromisso de seus atos com o local de trabalho.

Proximidade à distância

Ainda que a distância exista, ela não é impedimento de que a sensação de proximidade uns com os outros prevaleça. A cultura da empresa, inclusive, deve ser preservada. Isso pode ser feito por meio de ligações em grupo, conferências, conversas descontraídas como aconteciam no ambiente presencial. Isso gera um maior engajamento, além de saúde organizacional.

Saúde Emocional e bem-estar

Na mesma linha de uma comunicação que visa a proximidade, ela também deve existir como um canal aberto para falar sobre questões internas e problemas. O foco maior deve ser nesses cuidados, voltados a saúde emocional, com plataformas online, exercícios físicos que podem ser feitos em casa, meditação, entre outros.

Mudança de hábito

Cada vez mais percebe-se o quanto o consumo das pessoas está mudando a partir desse novo cenário e o impacto que isso terá para os negócios. São novas prioridades, necessidades e até mesmo preferências. Por isso, uma das ferramentas que possibilita que os RHs possam proporcionar ao seu colaborador liberdade de escolha é oferecendo benefícios flexíveis. Com eles, cada um utiliza como desejar!

Saiba mais como a Vee ajuda a sua empresa a compor um mix de benefícios.

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Flexibilidade e cuidados para diminuir os impactos na economia em momentos de pandemia

Tempo de leitura: 5 min
Flexibilidade e cuidados para diminuir os impactos na economia em momentos de pandemia de covid-19
Flexibilidade e cuidados para diminuir os impactos na economia em momentos de pandemia de covid-19

Muitas empresas já estão sentindo o impacto que a pandemia de Covid-19 tem causado em seus negócios. É certo que a economia será fortemente atingida em meio a essa crise e quem sentirá a consequência de todas essas ações são as pessoas. Esse é o momento de criarmos novos hábitos e prioridades para que o vírus possa ser definitivamente combatido.

Iniciativas para diminuir os impactos na economia das empresas em momentos de pandemia

Veja as inciativas para curto, médio e longo prazo:

1. Trabalho remoto

Você já pensou na possibilidade de adotar uma política de trabalho à distância no seu negócio? Empresas com trabalho remoto trazem uma nova flexibilidade ao modelo tradicional e podem, inclusive, gerar mais produtividade aos seus colaboradores. Em pesquisa realizada pela PowWowNow, 58% dos colaboradores remotos entrevistados sentem-se mais produtivos trabalhando de casa. Você também pode conferir o nosso post com algumas dicas sobre como ser mais eficaz no Home Office. 

Mas o que isso tem a ver com o combate ao Covid-19? Tudo! Ao implementar a prática do Home Office, além de você evitar que os seus colaboradores possam enfrentar aglomerações durante o trajeto deles até a empresa, com o seu local de trabalho tendo uma rotatividade de pessoas, isso também evita que o contato físico entre eles seja maior. 

Ainda que muitas das empresas estejam fazendo essa prática de trabalho e emprego remoto apenas agora, devido ao momento de reclusão em que estamos vivendo, aprender a lidar com a gestão remota pode ser muito útil para o seu negócio e para medidas de segurança do contágio. Tem dúvidas de como sua empresa deve lidar com benefícios dos colaboradores quando eles fazem o Home Office? Veja aqui o conteúdo que fizemos.

Com diversos aplicativos e ferramentas, você pode alterar reuniões presenciais por onlines, continuar mantendo a mesma cultura da empresa, com canais abertos para conversas, alinhamentos e interações. Continuar mantendo a cultura do seu negócio e relações de trabalho é essencial para que os seus colaboradores sejam engajados e motivados com o trabalho.

2. Disposição das equipes 

Uma das consequências da pandemia, como apontado no começo, é em relação ao impacto na economia. E isso pode ser uma questão bastante problemática para o seu negócio quando isso começa a atingir nossas equipes. Imagina se diversos colaboradores ficam doentes de uma só vez ou se o líder de uma área, ou alguém responsável por determinada função essencial, não pode trabalhar. Isso pode gerar diversas consequências para a sua empresa. 

Para evitar que isso aconteça, você deve planejar que uma boa organização na sua equipe. Primeiro, pense em cada colaborador e os separe por grupos de responsabilidade. Se você tiver pessoas no seu trabalho que desempenham funções únicas ou de liderança no seu negócio, evite que elas estejam no mesmo ambiente. 

Outro tipo de planejamento que você pode estabelecer é pensar em pessoas ou colaboradores que você pode substituir para tal cargo, caso seja necessário. 

Converse com seus colaboradores e ouça o que eles têm a dizer. Certifique-se de que o modelo que você adotar para a disposição de cada um esteja de acordo com suas expectativas. Assim, você também estabelece mais flexibilidade, incentiva o aprendizado e promove a saúde organizacional, com a sua equipe engajada. 

3. Saúde e higiene 

É muito fácil cairmos na armadilha de apenas adotar hábitos de higiene quando já estamos em alguma situação que exige tais cuidados – como agora. Por isso, devemos lembrar que, mesmo quando a nossa rotina voltar a ser da forma como era antes, você deve continuar praticando as precauções. 

Que tal disponibilizar álcool em gel nas mesas de seus colaboradores? Agora e depois que a pandemia acabar! Você também pode espalhar cartazes com alguns lembretes e reforços de higiene, como lavar as mãos e evitar contato físico!

Além de um local de trabalho limpo, é essencial que todos colaborem com a limpeza. Utensílios de cozinha compartilhada, como talheres e pratos, devem ser de responsabilidade de cada um mantê-los higienizados após seu uso. Cafeterias, lanchonetes e áreas sociais da sua empresa devem estar com o acesso restringido. 

4. Suspensões de trabalho e contratações

Com o impacto que a economia causar em nosso negócio, certamente alguns reajustes de gastos e estratégias deverão ser feitos. Ainda assim, há uma responsabilidade social quando pensamos sobre as pessoas que compõem a nossa equipe.  

Por isso, primeiro, estabeleça um panorama geral da sua empresa e identifique quais atividades são mais essenciais para esse momento. Se for necessário que alguns cargos sejam preenchidos, você pode avaliar a possibilidade de contratar um trabalho remoto. 

É importante lembrar que você deve considerar suas ações tendo em vista os aspectos legais, que podem auxiliar sua empresa neste cenário novo. 

5.Comunicação e empatia 

Essa crise ainda é muito incerta e não temos previsão de seu término. Isso pode acabar gerando ansiedade nas pessoas e em sua equipe. Uma boa comunicação com os seus colaboradores é muito importante. Você pode proporcionar, dentro dos benefícios da sua gestão, uma plataforma que cuide da saúde emocional. Saiba mais como acessando aqui. 

Além de canais de comunicação, atualizações semanais sobre o seu negócio e feedbacks para cada um da sua equipe faz com que todos estejam a par do que está acontecendo. A imagem de um líder e do CHRO devem estar presentes aos colaboradores, com espaços abertos para conversas. Saber que eles têm um apoio tanto para as suas questões profissionais quanto pessoais pode ajudar a acalmar e manter a saúde emocional nesse momento. 

Apesar de o assunto do Covid-19 estar em todas as mídias, mantenha os seus colaboradores informados a respeito das últimas notícias. Claro, tenha certeza de que o que você está compartilhando é verídico. 

6. Flexibilidade

Ser flexível em seu ambiente de trabalho faz com que os seus colaboradores sejam mais engajados, sintam-se mais confiantes e produtivos. Afinal, eles são os elementos mais importantes para que o seu negócio continue funcionando. Você sabe como pode promover isso? 

Além dos aspectos já citados, uma forma de demonstrar tudo isso, com uma inovação desse mercado de gestão de RH é oferecendo Benefícios Flexíveis aos seus colaboradores. Isso faz com que eles tenham a liberdade de escolha diante do que recebem e como querem usar os benefícios empresariais, além de entenderem sua própria identidade dentro do ambiente de trabalho. 

Descomplique a forma como os seus colaboradores recebem benefícios e saiba quais os benefícios que uma empresa pode oferecer e porque escolher a Vee.

Esse cenário de crise irá passar e tomando as devidas medidas e precauções para nós mesmos e o nosso negócio, os impactos econômicos e sociais que a pandemia poderia gerar será muito menor. Estaremos mais fortalecidos e preparados para novos desafios. E a Vee pode te ajudar!

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Como a gestão e o RH podem enfrentar os desafios pós-confinamento

Tempo de leitura: 4 min
Como a gestão e o RH podem enfrentar os desafios pós-confinamento

Ainda que as empresas estejam voltando a rotina de antes, elas precisam estar preparadas para um novo normal do mundo pós Covid-19. Confira algumas dicas de experts de mercado e conselheiros Vee Benefícios para vida nas empresas pós-confinamento.

Os participantes

O time de conselheiros da Vee é composto por três grandes profissionais do mercado, cada um sendo especialista em diferentes segmentos. O Eduardo Gouveia  é expert em meios de pagamentos, loyalty e benefícios, o Marcelo Nobrega é especialista em gestão e RH e foi eleito Linkedin Top Voice pela própria rede social e o Eduardo Guerreiro é é economista e um dos principais nomes do país no segmento de benefícios e gestão.

Na live mediada pelo CEO da Vee, Raphael Machioni, eles compartilharam algumas dicas que as empresas podem experimentar e ajudá-las a enfrentar essa volta ao normal, que, na verdade, já está muito mudado. Confira o post! 

Melhores momentos da live “A melhor forma do seu negócio passar por esse momento desafiador”

Diferentes pilares essenciais para a empresa

Contando com visões de profissionais que são experientes, cada um deles compartilhou suas perspectivas sobre diferentes pilares essenciais para uma empresa. 

Eduardo Gouveia, sendo também conselheiro e investidor de outros negócios, pode ter um panorama do quanto alguns lugares foram pegos de surpresa quando o distanciamento social começou a ser aplicado e, com isso, a prática do Home Office. Muitas empresas não tinham planos de contingência, estruturas para transferir o trabalho para dentro das casas e apoios para estabelecer um cuidado com a saúde mental dos colaboradores. Para ele, esta deve ser a prioridade das empresas – as pessoas. Por isso, é importante avaliar as estruturas do seu negócio e analisar suas despesas para poder investir em aspectos importantes que impactarão nos momentos futuros, como sua equipe e relacionamento com clientes. 

Não existe uma resposta depara como será o cenário após essa crise, mas uma dica de Gouveia é desenhar possíveis ambientes e caminhos que possam ser estabelecidos a curto prazo. Além disso, pode ser um bom momento para reavaliar o seu próprio modelo de negócio. 

Marcelo Nobrega aborda de questões mais voltadas ao setor de recursos humano que está sendo o protagonista dentro das empresas. Cada vez mais a área tem assumido um papel de apoio ao líder em decisões importantes e estratégias. Confira aqui o post contando um pouco mais sobre o papel do CHRO

Neste momento de crise, Nobrega ressalta o quanto a imagem de um líder será lembrada e, por isso, suas atitudes também. Tendo isso em vista, é importante que ele saiba que faz parte não ter as respostas em relação ao que fazer e o RH deve apoiá-lo e ajudá-lo com isso. Os colaboradores também devem ser cuidados, priorizando flexibilidade em suas atividades e políticas. A pessoa deve ser focada de maneira personalizada, já que cada um está lidando com a situação de diferentes jeitos. 

Dessa mesma forma, o suporte para a volta ao trabalho presencial deve ser feito. Se, de um lado, não havia estrutura para planejar as mudanças devido a crise, agora é o momento de estabelecer o melhor tipo de suporte.Uma dica é entender as vontades de cada um, já que muitos ainda vão preferir por um tempo o Home Office devido a medos e receios, além de segurança. 

Eduardo Guerreiro enfatiza questões ligadas a cultura da empresa, que mesmo na situação de distanciamento, devem ser mantidas. O propósito do negócio deve ser sempre o foco e estar presente de maneira forte a todos. Cabe ao líder desenvolver um papel de exemplo, para ser referências aos colaboradores, preservando os principais valores da sua empresa, mostrando transparência e comunicando sobre os desafios que serão necessários enfrentar. 

Para isso, Guerreiro propõe que a união da equipe esteja bastante preservada, para que todos possam sentir que estão cumprindo o mesmo propósito e indo atrás do mesmo sonho. Dessa maneira, eles conseguirão encarar os próximos desafios que estão pela frente do novo normal. 

É um momento delicado, por isso a empresa deve tomar cuidado com decisões que possam afetar a cultura da empresa para que elas continuem tendo um crescimento sustentável na vida pós-confinamento.

O novo normal no pós-confinamento

Este cenário mostrou a mudança de consumo da população, novas maneiras de relacionares e fazerem suas atividades no trabalho. Porém, não é possível ainda saber como será o futuro dos negócios, existe muitas dúvidas e incertezas. É necessário, como pontua Gouveia, que se aposte em alguns cenários pensados a curto prazo, pensando em aprendizados que já é possível observar. Um exemplo disso é o consumo digital, que está cada vez mais alcançando todas as gerações, e novos setores estão se descobrindo nessa plataforma. 

Para o RH, essa é uma oportunidade de ter novas perspectivas em relação aos talentos que poderão ser contratados – agora pode ser mundial, com colaboradores de diferentes países. Com isso também, outros modelos de trabalho, como temporários podem ser pensados pelas empresas.

As relações devem voltar de maneira muito mais forte e mais confiantes que antes. As pessoas são as diretrizes que mostrarão como o mercado irá agir. Assim, também está sendo notável diferentes necessidades dos próprios colaboradores. Por isso, uma boa ferramenta de engajamento, que será essencial nessa volta ao novo normal, são os Benefícios Flexíveis. 

O RH precisa inovar e pensar nas necessidades dos colaboradores neste pós-confinamento, já que estes são os responsáveis pelos resultados dos negócios. A solução para isso é oferecer benefícios que estejam alinhados com cada um, de maneiras diferentes, ou seja, proporcionando a liberdade de escolha. O setor de recursos humanos precisa atender a todas as pessoas da empresa. Para isso, a conheça a solução que leva flexibilidade para te ajudar neste momento.  Vee Benefícios pode ajudar você a estruturar o melhor pacote de acordo com as necessidades da sua empresa. 

Ficou curioso?

Você pode assistir a live no canal do YouTube da Vee e acompanhar todos os detalhes deste papo super enriquecedor com nossos conselheiros. Veja abaixo:

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Benefícios e Home Office: a melhor maneira de lidar

Tempo de leitura: 3 min
Benefícios e Home Office: a melhor maneira de lidar

Saiba o que as empresas devem continuar pagando aos colaboradores, como Vale-refeição/alimentação, Vale-transporte e outros benefíciosNosso local de trabalho é outro e ninguém sabe ao certo quando o nosso dia a dia voltará a ser como era há apenas algumas semanas e acredita-se que muitos aspectos irão mudar. Mas, enquanto isso, estamos nos adaptando para que nossas demandas do trabalho e da vida possam ser realocadas em um único ambiente: nossa casa. Saiba como você pode ser mais eficiente trabalhando remotamente. E as empresas, como podem ajudar seus colaboradores a manejar isso? Preparamos abaixo algumas informações para o RH se preparar e organizar a política de benefícios da empresa. Conheça abaixo:

Vale-transporte e benefícios de mobilidade, preciso continuar pagando?

Como na maioria das vezes a resposta é depende. Caso seus colaboradores não tenham a necessidade de se locomover até o local de trabalho, a legislação permite que a empresa opte por não oferecer o vale-transporte e/ou benefícios para locomoção.Visto que os colaboradores não estão utilizando nenhum meio de locomoção, as empresas não precisam continuar pagando Vale-transporte. 

Entretanto, caso seja necessário que o colaborador se desloque para o local de trabalho, a empresa fica responsável pelo custo proporcional. 

Vale- Alimentação/ Vale-Refeição, continua sendo obrigatório no home office?

Novamente a resposta é depende. O artigo 6° da CLT, não há distinção entre o trabalho na empresa e o remoto. Por isso, se os colaboradores continuam tendo a mesma carga horária que antes, com horário de almoço, portanto, o benefício para o Vale-refeição e o Vale-alimentação deve continuar valendo. 

Entretanto, caso não haja nenhuma restrição no acordo coletivo, a companhia pode optar por não pagar. Porém, deixamos um adendo que esse acordo deve ser previsto em convenções coletivas. 

Estrutura em casa, a empresa deve bancar a estrutura?

Para que o colaborador consiga realizar seu trabalho dentro de seu lar, é preciso que ele tenha acesso às mesmas estruturas que antes na empresa. Por exemplo: notebook, celular, internet, entre outros. Dependerá das atividades de cada local. 

Portanto, neste tópico, é de responsabilidade da empresa esse custo, como prevê o artigo da CLT 75- D.  Aqui também ressaltamos que esta despesa não pode ser descontada de remunerações ou benefícios dos colaboradores. 

Caso a empresa não possa arcar com a estrutura para que o colaborador possa desenvolver o seu trabalho remotamente, o tempo correspondente da jornada de trabalho deve continuar sendo computado, independente de estar exercendo suas atividades ou não, já que é dever da empresa fornecer tais equipamentos. (artigo 4º, § 4º, II). 

Energia e internet também entram na regra de estrutura? 

Diante da legislação trabalhista, o fato do colaborador estar realizando o teletrabalho não origina, por si só, o dever da empresa de suprir estes gastos de energia, internet, entre outros. Isso porque são despesas difíceis de serem comprovadas ou rastreadas, já que o ambiente também é de utilização pessoal, de sua própria habitação. 

Outros benefícios, quais as regras? 

Se a sua empresa oferece outros tipos de benefício, tais como auxílio-creche, auxílio-cultura, entre outros, é válido um acordo interno individual para estabelecer o que deve ser feito. Este deve ser feito por escrito. (MP 927/2020)

Benefícios Flexíveis são a melhor solução no Home Office!

Você sabe o que são?  É uma nova forma de oferecer um pacote de benefícios aos seus colaboradores, mas, como o próprio nome já diz, de forma flexível. Ou seja, você pode dar a ele a liberdade de escolha de como deseja usar os benefícios oferecidos pela empresa. Veja o texto que explica mais sobre eles. 

Em um momento como esse, as empresas que já possuem os Benefícios Flexíveis não precisam se preocupar com o que será alterado. Por ser um critério do próprio colaborador decidir a maneira com irão usar seus benefícios, o RH deverá apenas estar atento à parte de investimentos que talvez tenham que ser implementados para que o Home Office funcione, como apontado anteriormente.  

Saiba como você pode oferecer Benefícios Flexíveis aos seus colaboradoresquais são os melhores de serem proporcionados

Esse cenário inédito e incerto têm levantado diversas dúvidas sobre situações que ainda não eram necessárias de exercer em nosso dia a dia. Porém, é uma fase também de aprendizados para momentos futuros, os quais estaremos mais preparados. A China, que já passou pela mesma situação que o Brasil, pode ajudar com algumas questões relacionadas a gestão remota. Veja aqui

Para você que ainda tem dúvidas em como lidar com questões de aspectos legais na sua empresa, confira o último post que fizemos!

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Aspectos legais para lidar com o COVID-19 na sua empresa

Tempo de leitura: 4 min
Como lidar com os aspectos legais que mudaram as relações trabalhistas em meio à pandemia

Com a COVID-19, é fato que o mundo mudou em diversos aspectos, na vida pessoal e profissional das pessoas e com grandes impactos na vida das pessoas e das corporações. Com isso, muitos novos assuntos estão vindo à tona nas empresas, entre eles os aspectos legais da pandemia e como lidar com as mudanças que ela traz.

Pensando nesse momento em que muitos estão encarando a gestão remota e o home office pela primeira vez, preparamos um resumo de alguns aspectos legais, retirados da cartilha Madrona, para que as empresas possam enfrentar melhor este novo desafio e ajudá-las a passar com transparência por estes momentos.

No Brasil, foi criada uma Lei nº 13.979/2020 que prevê algumas medidas de saúde pública que devem ser tomadas referente ao COVID-19. Dentre elas, ausência no trabalho, quarentena, exames médicos e outros são considerados justificáveis no momento, não devendo haver prejuízos no trabalho. 

Ainda assim, esse cenário é muito novo para nós e não existe uma solução exata de qual é a melhor maneira de lidar com nossas relações profissionais e com o nosso negócio. Por isso, aspectos legais estão sendo buscados para estabelecer formas de como assegurar a garantia de trabalho enquanto o COVID-19 estiver circulando.

Aspectos legais para empresas durante a pandemia de COVID-19

Veja algumas saídas estabelecidas pelos órgãos jurídicos que podem ajudar nesse momento. 

Para a prevenção do vírus: 

  • Incentive medidas de higiene dos colaboradores da sua empresa, sobretudo aqueles que não podem trabalhar de casa, e aumente a limpeza do local. Promova acesso a produtos de limpeza e higiene, como álcool em gel 70%;
  • Caso alguém apresente sintomas ou suspeita da doença, é preciso que essa pessoa e todos os demais que tiveram contato com ela fiquem em quarentena por 14 dias;
  • Evite viagens desnecessárias e reuniões presenciais. Opte por fazer as tratativas via e-mail, ligações ou call;
  • Mantenha a distância mínima de 2 metros entre cada indivíduo, como recomenda a OMS.

Sobre o trabalho remoto: 

A adoção do home office (ou teletrabalho) pode ser formalizado por meio de um aditivo contratual escrito que deve indicar as regras negociadas entre empregado e empregado. Muitas empresas deixaram de atualizar suas políticas internas e isso é extremamente relevante.

  • Deve haver um acordo entre os líderes e seus colaboradores diante das organizações de como será feito o Home Office;
  • A responsabilidade das despesas com o trabalho a distância devem ser formalizadas no aditivo contratual. (Dica: com benefícios flexíveis, fica mais fácil dar o auxílio home office para seus colaboradores);
  • Recomenda-se a elaboração e formalização de um manual de política de boas práticas de home office que estabeleça, por exemplo, a existência (ou ausência) da forma do controle de jornada e os meios de comunicações oficiais durante este período.

Banco de horas:

Para funcionários que não puderem realizar suas atividades de maneira remota durante a pandemia, será criado um banco de horas individual.

  • Este banco de horas é complementar ao banco de horas já existente na empresa, caso ele exista.
  • A compensação das horas deste período deverá acontecer em até 18 meses (um ano e meio) a partir do fim do estado de calamidade por conta do COVID-19, previsto para ser encerrado em 30 de dezembro de 2020. Ou seja, até o fim de junho de 2022. 

Férias coletivas:

A MP 927/2020 também alterou algumas regras sobre férias individuais no período de pandemia de COVID-19.

  • É necessário apenas notificar os empregados com 48 horas de antecedência. Não há limite máximo de períodos anuais nem mínimo de dias corridos;
  • Dispensa a empresa comunicar previamente o Ministério da Economia e o sindicato representativo da categoria profissional sobre a concessão de férias coletivas.
  • Elas podem ser dadas a todos os colaboradores ou a um determinado setor. Atenção: pessoas da mesma área devem gozar das férias coletivas ao mesmo tempo.

Férias individuais:

É importante prestar atenção às mudanças que a Medida Provisória 927/2020 promoveu para férias coletivas durante o período da pandemia de coronavírus. Veja as regras vigentes:

  • Possibilidade de diferimento do pagamento do terço de férias até dia 20 de dezembro de 2020, junto com a última parcela do 13˚ salário, sem necessidade da antecipação da remuneração de férias;
  • É possível conceder férias individuais ainda que o chamado período aquisitivo (12 meses de trabalho) não tenha transcorrido;
  • Prioridade de férias para integrantes dos grupos de risco.

Redução de salário e carga horária:

Prevista na Lei 14.020/2020, tem sido muito usada pelas empresas.

  • Empregado e empregador podem negociar a redução proporcional de jornada e salário, nos percentuais de 25%, 50% e 70%, mediante pagamento de Benefício Emergencial pelo governo, no mesmo percentual da redução aplicada, sobre o valor do seguro desemprego que esse empregado faria jus;
  • Decisão precisa ser formalizada por escrito entre as partes e notificada ao Ministério da Economia e ao sindicato.

Plano de demissão voluntária ou incentivada:

  • Em tempos de crise e corte de gastos, as empresas podem fazer um acordo com o colaborador de demissão voluntária. Em troca, ele recebe algum tipo de vantagem, como salário extra ou plano de saúde estendido;
  • A empresa deve negociar qual a melhor maneira para ambas as partes;
  • Pode ser usado para dispensas individuais, de grupo ou coletivas.

Mais boas práticas para empresas em tempos de pandemia:

Aqui, devemos pensar não a partir da lei e sim sob uma visão mais humana da situação em que estamos. Separamos alguns pontos para serem refletidos nas suas empresas:

  •  Pessoas dos grupos de risco devem permanecer afastadas do trabalho presencial. O coronavírus apresenta mais risco de morte portadores de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, asma e indivíduos acima de 60 anos;
  • A área de RH está sendo fundamental para as empresas nesses tempos de gestão remota e reclusão. Talvez esse não seja o melhor período para sair de férias;
  • Muitas pessoas conseguem ser mais produtivas trabalhando de casa. Porém, cuidado com a extensão do tempo de cada um em suas atividades! Devemos ter tempo para começar e terminar o dia de trabalho, e veja se seus colaboradores não estão trabalhando mais do que deviam. 

Estamos diante de uma crise sem precedentes e para a qual nenhum de nós pode se preparar. O senso comum, a humanidade e a solidariedade são mais importantes do que nunca. Aliados a essas normas, eles nos auxiliam e orientam para melhor conseguirmos superar esse momento sem prejuízos de nenhum lado.  

E conte com a Vee para facilitar o desafio dos benefícios dos seus colaboradores neste período.

(Conteúdo atualizado em 08 de julho de 2020)

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8 lições da China para empresas fazerem a gestão remota de equipes

Tempo de leitura: 5 min
8 lições da China para empresas fazerem a gestão remota de equipes

Estamos vivendo um período em que todos precisam se adaptar e se reinventar neste novo cenário de quarentena e distanciamento físico . A posição dos líderes de uma empresa nesse momento é de extrema importância, e o RH como líder deve ter um grande protagonismo neste momento de grandes incertezas. Diversas empresas  estão aprendendo a lidar com essa situação e a encontrar, de forma rápida, uma tomada de decisão baseada em dados. Esse desafio pode ter impacto muito positivo para o seu negócio a curto e a longo prazo. Além disso, novas políticas de trabalho, como a gestão remota, poderão ser repensadas.

Segundo pesquisa realizada com profissionais de RH de 359 empresas brasileiras pela consultoria Betania Tanure Associados (BTA), durante a segunda quinzena do mês de março de 2020, quase metade delas havia adotado o Home Office como prática de segurança devido ao COVID-19. Quando questionadas sobre os maiores desafios que essa mudança causou, os principais pontos apontados foram: 

  • A adaptação das atividades presenciais para virtuais;
  • Perfil dos colaboradores para enfrentar os desafios do cenário atual;
  • O gerenciamento remoto de pessoas. 

O último desafio é um cenário novo para muitos. A velocidade com que o COVID-19 obrigou o mundo a ficar em quarentena e a trabalhar de casa fez com que muitos RHs tivessem que se virar ou descobrir, sem nenhuma preparação ou apoio prévio, como gerenciar seus colaboradores e a empresa à distância. 

Em um artigo super recente, divulgado em março de 2020, a McKinsey reuniu algumas lições sobre o trabalho remoto oferecidas por uma das maiores potências econômicas do mundo, a China, durante a crise que as empresas enfrentaram durante a explosão de casos do COVID-19 no país, no começo deste ano.

8 lições da China para empresas fazerem a gestão remota de equipes

Veja só: 

  1. Estrutura: trabalhar à distância pode gerar muitas incertezas sobre as atividades, prazos e demandas dos colaboradores. Equipes multifuncionais geram muito mais produtividade ao seu negócio, além de fortalecerem uma integração. Por isso, você pode observar o panorama geral das áreas da sua empresa e dividi-las em grupos menores. É importante que as suas expectativas estejam alinhadas de forma clara para todo o seu time. Aqui vai outra dica: um objetivo em comum para todos pode ter um grande efeito positivo para que todos os colaboradores estejam focados na mesma estratégia.
  2. Papel do líder: essa pode ser uma das maiores dificuldades no trabalho remoto, porque cada um de nossos colaboradores é único e pode enfrentar diferentes adaptações ao novo modelo. Nesse momento, transparência, comunicação e energia devem ser o foco do líder. Ele vai servir de inspiração e exemplo aos outros, portanto também é importante que sua imagem se faça presente em todos os canais.
  3. Coletividade: lembrar que, além do trabalho, nossas equipes também têm suas vidas pessoais e podem estar passando por problemas e dificuldades. É importante que os colaboradores se sintam amparados. Dar a atenção necessária para cada um individualmente e manter a equipe integrada pode ser um grande conforto nesses momentos.
  4. Nova rotina: mudar o local de trabalho pode gerar uma desorganização a princípio, já que o ritmo é outro. Por isso, estabeleça reuniões, planejamentos e um alinhamento das demandas de forma clara a todos.
  5. Comunicação: é essencial para gerar produtividade. Conhecer ferramentas que funcionem bem para o seu negócio é importante, pois cada ambiente pode atuar melhor de diferentes formas. Essas plataformas não devem servir de empecilho para as atividades de seus colaboradores, interrompendo linhas de raciocínio ou entregas, mas sim ajudar na comunicação e desempenho das atividades esperadas. Estabeleça com a sua equipe qual será o canal que vocês irão utilizar para melhor eficácia e um contato mais próximo.
  6. Tecnologia: a base para que o trabalho remoto funcione é ter uma conexão à internet eficaz. Além disso, as plataformas digitais que existem hoje podem ser grandes aliados para acompanhar o trabalho de cada um instantaneamente, além de poder descobrir novas formas de usufruir melhor da comunicação com todos internamente e até mesmo externamente. Mas lembre-se, mesmo que grandes tecnologias estejam sendo implementadas, devemos sempre confirmar se o básico está acessível e funcionando a todos.
  7. Segurança: as empresas confiam em suas redes autorizadas que promovem seguranças de seus dados. O trabalho remoto pode gerar uma preocupação nesse ponto, já que outras ferramentas podem acabar sendo utilizadas nas atividades de cada um. Por isso, deixe claro quais são os requisitos de segurança do seu negócio. Explique e treine sua equipe sobre quais medidas de precaução e pontos de atenção que eles devem ter. Você também pode investir em ferramentas seguras para implementar nos softwares.
  8. Mudanças: essa é a lição final. Devemos observar o nosso cenário não só como negócio, mas também como uma empresa que lida com seus colaboradores e atividades. Dessa maneira, e de forma coletiva, abrindo espaço para a sua equipe ajudar na visualização de desempenho geral da sua empresa, é possível reconhecer fatores que devem ser mudados e, assim, adaptá-los.
    Apesar da visão pessimista das empresas que o estudo da BTA apresentou, em que não há muitas perspectivas de um futuro melhor a curto prazo, devemos focar no que está ao nosso alcance. Tentar pensar em como toda essa situação pode ajudar a sua empresa a permanecer mais estável no mercado e ainda mais forte. Crie metas, pense o que esse tempo pode fazer para que o seu negócio e os seus colaboradores empenhem-se para atingir mais resultados. 

Esse novo contexto em que as empresas se encontram está fazendo com que a cultura da gestão remota seja repensada e possa ser implementada, mesmo após essa crise.

O COO do Mercado Livre na América Latina, Stelleo Tolda, e a diretora de RH, Patrícia Monteiro, pontuam fatores que ajudam para que esse novo sistema funcione melhor para toda a equipe. A imagem do líder que prefere ainda seguir o modelo tradicional de não trabalhar em gestão remota faz com que outros também não se sintam à vontade em fazê-lo. Mas, quando encontram um ambiente que já executa essa linha de trabalho remoto e utiliza aspectos mais digitais, fica fácil dos colaboradores adaptarem-se ao mesmo.

É importante que o RH entenda  que existem diferentes perfis de colaboradores e talvez alguns acabem não se adaptando muito bem aos novos modelos de trabalho, o que pode gerar um impacto na produtividade. Por isso, é necessário estar atento para que exista um suporte e apoio em todos os níveis da empresa. 

Outro aspecto interessante sobre esse novo jeito de tocar o seu negócio (à distância) diz respeito às conexões exteriores que podem ser implementadas. Elas garantem diversidade e uma ampla rede de soluções que extrapola barreiras e restrições físicas, permitindo um contato maior não só com pessoas de outras regiões, mas também como de outros países, abrindo e expandindo mais as redes profissionais. Além disso, abre um novo olhar ao seu negócio, que começa a perceber outros mercados e pensar em diferentes maneiras de implementações às suas atividades. 

É o início de uma nova transformação muito benéfica para que empresas comecem a adotar cada vez mais a prática da gestão remota. Esta é uma grande oportunidade para o profissional de RH de ser o protagonista desta crise e levar  o nível de maturidade da gestão de pessoas da empresa a um novo patamar, ouvindo o colaborador e o comportamento coletivo para criar novas ferramentas de crescimento focado na estratégia de pessoas. 

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