Pós-pandemia: quais os desafios para o setor de Recursos Humanos?

Tempo de leitura: 5 min
desafios do RH no pós-pandemia

Quedas de orçamento, reestruturação de processos, medidas sanitárias, ansiedade nos colaboradores e, acima de tudo, o cenário incerto imposto por uma crise sem precedentes, esses são alguns dos diversos desafios que serão enfrentados pelo setor de Recursos Humanos no pós-pandemia.

Com prejuízos, até então, estimados em US$16 trilhões apenas nos Estados Unidos (Bloomberg) e uma virada dramática nos modelos de trabalho e negócio em todo o mundo, as empresas deverão adotar posturas mais flexíveis para sobreviver a esse momento histórico, no qual se constrói o chamado “novo normal”.

Para auxiliar gestores de RH na gestão de uma crise tão singular, reunimos os principais fatores que foram observados nas organizações nos últimos meses e que devem orientar o seu planejamento, independentemente da área do negócio. Confira!

Redução de orçamento

Com a economia mundial e a maioria dos setores registrando encolhimento, muitos departamentos, o que inclui o RH, já organizam suas finanças para enfrentar um período de “vacas magras”, por assim dizer. Ainda que a chegada da vacina prometa o fim das restrições impostas para conter o avanço da doença, o pós-pandemia reserva um longo período de recuperação, que tornará o crescimento das empresas, no mínimo, mais lento.

Portanto, os gestores precisam investir na implementação e na melhoria de algumas operações para garantir bons resultados com poucos recursos disponíveis. A tecnologia tem um papel-chave no que diz respeito a automação de processos e ganho em eficiência, especialmente na gestão de equipes remotas.

O home office traz muitas oportunidades de redução de custos, como a implementação de eventos e dinâmicas online, mas pode ser necessário ir além. A adoção de plataformas digitais eficientes e programas de benefícios mais acessíveis também podem contribuir para a otimização da gestão.

Medidas de segurança sanitárias no pós-pandemia

As crises fazem parte da trajetória das empresas. No Brasil, 8 em cada 10 gestores afirmam ter lidado com alguma crise nos últimos 5 anos, de acordo com um estudo da PwC. Entretanto, em relação aos tradicionais problemas legais, financeiros e de imagem, uma crise sanitária de tal proporção, como a pandemia de COVID-19, pegou até gestores mais experientes de surpresa.

Nesse cenário, os profissionais, especialmente aqueles que ocupam cargos de gerência, necessitam adotar uma abordagem multidisciplinar. Medidas de saúde, higiene e prevenção passaram a afetar diretamente a qualidade do ambiente de trabalho ― essas ações, inclusive, são cada vez mais cobradas pelos próprios colaboradores.

Com a flexibilização das políticas de isolamento social e o retorno gradual das atividades presenciais, as empresas precisarão garantir que as pessoas se sintam seguras dentro das empresas. Várias organizações disponibilizam protocolos de segurança, inclusive a OMS. No seu site oficial, você encontra um guia para segurança no local de trabalho, com orientações para diversos tipos de estabelecimento.

Flexibilização dos modelos de trabalho no pós-pandemia

O trabalho remoto sempre foi visto como uma grande tendência, mas até então era adotado de forma muito restrita, principalmente no Brasil. Entre as inúmeras situações criadas pela pandemia, pode-se dizer que ela promoveu um grande experimento global de home office, abrangendo até empresas que jamais teriam recorrido a essa solução em tempos normais.

Os resultados variam bastante de acordo com o setor e a infraestrutura de cada negócio e devem considerar todos os obstáculos decorrentes da situação, como uma maior ansiedade da população e a paralisação do ensino escolar.

O fato é que muitas organizações se viram bem-sucedidas nesse novo modelo e já anunciam planos de permanência. Essa realidade com rotinas presenciais, remotas e mistas, porém, exige muito mais das empresas que boas ferramentas tecnológicas. Políticas, regras e meios de monitoramento deverão ser discutidos e atualizados para manter a produtividade alta. Nesse sentido, a eficácia da comunicação nunca foi tão essencial e, por isso, necessitará de novas estratégias, como veremos a seguir.

Novas estratégias de comunicação

O trabalho remoto traz novas questões a serem trabalhadas pelo setor de Recursos Humanos. Nessa condição, há maior dificuldade em controlar o horário de trabalho e o colaborador é muito mais sujeito a distrações, embora esses fatores variem de acordo com o comportamento de cada profissional.

Sendo assim, muitas empresas optam por restringir a avaliação dos funcionários à produtividade, deixando que eles administrem a sua rotina por conta própria. Essa estratégia, porém, nem sempre é viável e, quando praticada de maneira isolada, pode provocar distanciamento.

Especialmente se tratando da comunicação à distância, é preciso investir em ações de integração, engajamento e reconhecimento, se possível, indo além do online. Muitas empresas fazem sucesso enviando materiais, presentes e brindes para seus colaboradores pelo correio.

Contudo, não existem fórmulas mágicas. Como esse cenário é inédito para a maioria das pessoas, será necessário fazer experimentações. Dessa forma, torna-se ainda mais relevante manter uma comunicação aberta e coesa, permitindo que todos contribuam com ideias e participem das decisões.

Novos processos de recrutamento e seleção

Se encontrar mão de obra qualificada já era um desafio para as empresas, as dificuldades agora são ainda maiores. Os impactos e os receios gerados pela pandemia tornaram os profissionais mais cautelosos e exigentes em relação às oportunidades de trabalho.

Segurança, estabilidade e flexibilidade são fatores que tendem a ser mais valorizados em situações de incerteza e vulnerabilidade. Dessa forma, além de manter a sua marca sólida, as empresas podem oferecer elementos que contribuam nesses aspectos, como planos de carreira ou benefícios flexíveis.

No entanto, o que realmente promete mudar radicalmente as contratações são os processos de recrutamento online. A descoberta de talentos em sites especializados e redes sociais, como o LinkedIn, se tornam mais comuns, bem como as entrevistas e dinâmicas remotas.

Naturalmente, serão necessárias novas metodologias e parâmetros para assegurar a qualidade dessas contratações. No entanto, se bem geridas, elas podem representar uma grande oportunidade para as empresas que não terão mais restrições geográficas na descoberta e na escolha de profissionais.

Ansiedade no trabalho

O ano de 2020 não poderia ter reunido mais ingredientes para promover ansiedade na população: o risco de contágio por uma doença inédita, suspensão de atividades de lazer e entretenimento, pais e mães dividindo o tempo de trabalho com os cuidados com os filhos em casa, crises políticas, demissões em massa, entre vários outros fatores.

Diante de tamanha sensibilização, o papel dos setores de Recursos Humanos nunca foi tão importante e continuará essencial no pós-pandemia. As empresas precisam oferecer suporte psicológico aos seus colaboradores e buscar entender, por meio de um canal aberto, as dores e as necessidades dessas pessoas a fim traçar ações coerentes.

Vale destacar que um dos maiores propulsores da ansiedade é a incerteza em relação ao futuro, o que passa pela realidade do negócio e as decisões tomadas pela gerência. Portanto, a transparência é fundamental para não haver surpresas e, também, para evitar boatos e ações precipitadas ― lembre-se de que em uma situação como essa, as pessoas tendem a buscar alternativas mais seguras.

Diante de todos esses desafios, as habilidades do gestor de Recursos Humanos no gerenciamento de crises serão testadas ao máximo. Além da sua expertise e experiência, manter-se atento a todas essas transformações e avaliar o resultado de ações que já são aplicadas em todo o mundo, certamente, contribuirão para que todos os problemas sejam contornados com maestria.

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