O Home Office será definitivo? Saiba o que vai acontecer pós-pandemia

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O Home Office será definitivo? Saiba o que vai acontecer pós-pandemia

As medidas de isolamento social e distanciamento entraram em vigor em março, no início da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Isso significa que muita gente está trabalhando em regime de home office há vários meses seguidos. No começo, muitos colaboradores – e também os próprios gestores – estranharam a nova realidade, . Alguns, inclusive, chegaram a duvidar da eficiência do trabalho remoto.

Contudo, após todo esse tempo, o questionamento mudou um pouco, agora a discussão é se o home office será definitivo. Essa inversão de valores tem suas razões, afinal, alguns mitos foram desmentidos, como a ineficiência do trabalho remoto.

Ao mesmo tempo, as empresas se municiaram de tecnologias – especialmente para gestão de trabalho à distância e realização de videoconferência – e o home office se tornou mais simples, confiável e, claro, producente.

No post de hoje vamos discutir essa nova realidade e a possibilidade do home office se tornar definitivo na realidade de diversas empresas e seus colaboradores. Boa leitura!

O home office no Brasil: os impactos da pandemia na rotina das empresas

O aumento de casos de coronavírus e a consequente ordem dos governos estaduais de limitar os serviços fez com que muitas empresas fechassem momentaneamente seus escritórios. E a única saída para manter a produtividade foi a adoção do trabalho remoto, algo que já era uma realidade por aqui, mas para um número muito reduzido de profissionais.

Segundo o IBGEapenas 3,8 milhões de brasileiros já trabalhavam em regime remoto. O número pode parecer alto, porém, vale lembrar que a estimativa é que existam mais de 105 milhões de brasileiros economicamente ativos. Ou seja, pouco mais de 3% dos trabalhadores do nosso país já teve alguma experiência em trabalhar de casa.

O contingente era pequeno, porém, da noite para o dia, pessoas que nunca imaginaram trabalhar de suas casas tiveram que adaptar seus lares para criar ambientes de trabalho. O número de pessoas em home office neste momento, de acordo com um novo levantamento, é de 6 em cada 10 brasileiros que trabalham.

Toda novidade traz um pouco de incertezas, e com o home office não foi diferente. Entretanto, o que antes era desconfiança agora virou oportunidade de mudanças positivas.

As empresas que antes eram relutantes com a adoção do trabalho remoto agora parecem mais receptivas com essa ideia. Existe uma estimativa de crescimento de 30% no regime home office pós-pandemia.

Quais são os benefícios ao adotar o trabalho remoto?

Neste momento, o home office virou uma medida de segurança, mas, antes da pandemia, ele era adotado pelas empresas com algumas finalidades, dentre elas:

  1. Redução dos custos operacionais da empresa (gastos com luz, água, internet, etc);
  2. Possibilidade de adotar sedes menores e, consequentemente, mais baratas;
  3. Adequação à rotina de colaboradores que passam muito tempo em trânsito ou fora do escritório;
  4. Dar mais liberdade para os gestores empresariais.

Para os colaboradores, por sua vez, os impactos do home office não são financeiros, mas sim, socioemocionais.

Veja alguns dados:

  1. 98% dos trabalhadores desejam, pelo menos uma vez na semana, trabalhar remotamente até o fim de suas carreiras;
  2. 49% dos brasileiros empregados e 55% dos desempregados apontaram que gostariam de trabalhar em regime remoto;
  3. 71% dos funcionários em home office declararam estar mais felizes com a rotina;
  4. Desde o início da pandemia, 78% dos brasileiros em regime de home office se declararam mais produtivos.

Esses números demonstram que home office chegou para ser uma opção valiosa para as empresas que pretender dar uma dinâmica mais moderna para as relações de trabalho e a rotina das pessoas.

Então, o home office será definitivo?

É muito cedo para tirar esse tipo de conclusão, especialmente porque a América do Sul é o continente com mais empresas que relutam na adoção do regime remoto.

De acordo com levantamento da Owl Labs, Ásia e América do Sul têm uma média 9% maior de empresas que não aceitam o home office e não querem adotá-lo. Isso mostra que ainda há uma certa resistência ao modelo de trabalho remoto. Contudo, a realidade para muitas empresas (mesmo as contrárias ao home office) pode ser o trabalho remoto até 2021. Empresas como a Google, Facebook e Amazon anunciaram a prorrogação do home office até o ano que vem.

A Mastercard, por sua vez, vai permitir que os funcionários voltem quando se sentirem confortáveis. Já o Twitter sinaliza que vai implementar o home office como modelo definitivo para parte de suas equipes.

É claro que tudo, neste momento, depende do avanço do novo coronavírus. Se os casos não forem reduzidos drasticamente, é bem provável que mais e mais empresas continuem (ou sejam forçadas) a adotar o home office.

A maior probabilidade é que mais empresas passem a adotar um modelo híbrido de trabalho, que consiste em dias de operação no escritório e outros trabalhados de casa.

Esse meio termo pode ser a solução para uma futura adaptação à realidade 100% home office, algo que é economicamente vantajoso para empresas e motivacional para os funcionários.

Com isso, surgem mais oportunidades e momentos de reflexão e análise sobre a eficiência desse modelo de trabalho e seus impactos sobre o fator humano.

Flexibilidade é tendência no mercado de trabalho

Dar mais autonomia às pessoas é uma forma de demonstrar confiança e reconhecimento. O home office começou a ser adotado exatamente por trazer uma nova dinâmica de trabalho, que consolida economia de gastos operacionais e, ao mesmo tempo, é capaz de fazer com que os funcionários sintam-se valorizados pela suas instituições.

Essa filosofia, que começou como algo de vanguarda, acabou sendo empurrada às pressas para todo o mercado de trabalho, e é claro que algumas empresas terão um poder de adaptação e aceitação maior do que outras. Contudo, uma coisa é fato: nenhuma instituição deixará de pensar em flexibilização dos postos de trabalho daqui em diante.

E quando o assunto é flexibilidade, saiba que essa é a filosofia que carregamos aqui na Vee. Nosso trabalho surgiu exatamente da crença na flexibilização, mas com foco nos benefícios corporativos.

Os benefícios flexíveis são uma peça-chave para a satisfação do colaborador, uma poderosa ferramenta para retenção dos talentos e também para o aumento da produtividade.

Se a sua empresa discute flexibilização, mais do que aplicar este conceito à rotina, é possível implementá-la na remuneração indireta e garantir bons índices de satisfação.

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