Empreendedorismo e RH na pandemia com Cris Arcangeli e Edu Gouveia – Melhores Momentos

Tempo de leitura: 5 min
Livee com Cris Arcangeli

Como será a liderança no novo normal? O que acontece com o Empreendedorismo , gestão de pessoas e RH na pandemia?

Esse foi o tema do debate desta quarta-feira, 16, entre a empreendedora, investidora, CEO da beauty´in e “tubarão” no programa Shark Tank Brasil, da Sony,  Cristina Arcangeli e Edu Gouveia, conselheiro da Vee, especialista em loyalty, meios de pagamento e benefícios . A mediação foi de Raphael Machioni, CEO da Vee.

Reveja a liVEE com Cris Arcangeli e Edu Gouveia

Como será a gestão de colaboradores no “novo normal”?

Cris Arcangeli compartilhou sua experiência com crises e disse ter se mantido serena.

Esse é um momento de grandes transformações. Eu já passei por grandes crises na minha vida, então isso não é uma coisa que grande me assusta”, contou. Eu sei que o pessoal de 30 anos ainda não viu crises, porque nos últimos 20 anos tivemos anos bastantes estáveis pertos dos anos que eu vi, no meu começo como empreendedora. Então hoje, eu sei, que com a crise, mais oportunidade vem também. Quando surgem dores, novas oportunidades para trazer soluções.”

E ela completou:

“Como líder, a minha posição, foi o momento de compartilhar essa paz, um pouco de calma. Estudar nosso mercado e ver as transformações que vieram com este impacto”.

O conselheiro da VEE Edu Gouveia revelou que, apesar da crise, sentiu um momento de muito acolhimento e empatia entre as pessoas.

“Nunca passei por uma crise com uma extensão tão forte como essa, de ‘jogar’ todo mundo em casa, lockdown. Mas foi um momento muito rico também, de empatia, de acolhimento”, contou Edu, ex-CEO de Livelo, Alelo, e Multiplus, entre outras. “A tempestade é igual para todo mundo, mas a gente está em barcos diferentes. Pessoas sofrendo mais ou menos. Então foi a hora de tratar cada um individualmente. O líder chegar perto, fazer o ritual de proximidade. Tem muita gente sofrendo. O papel do líder agora é de empatia, de acolhimento, de entender, de chegar perto”.

A importância do digital e da tecnologia

Cris Arcangeli também mostrou o seu ponto de vista sobre a mudança às pressas para o digital e o trabalho remoto. Ela aproveitou para explicar qual é, na sua opinião, o grande problema que enfrenta no Brasil.

“Foi uma transformação desde quando decidi que não ia voltar para o varejo e iria focar mesmo no digital. Eu tive o primeiro produto físico vendido no Hotmart, as pessoas ainda não tinham esse costume na época. E isso surgiu mais apressadamente na quarentena. Mas acredito que as pessoas aprenderam a usar e entenderam a lidar com isso. Mas o grande problema é que no Brasil a gente tem um problema muito grave com logística. O maior desafio agora é a distribuição.” 

Edu Gouveia também afirmou que o consumidor atual está muito exigente e que as tecnologias estão trazendo um senso de urgência muito maior.

“O mercado também está muito exigente. Se um produto demora um ou dias para chegar, parece que ele está demorando muito. O celular trouxe um senso de urgência muito grande. Tudo precisa ser para agora e a gente teve que lidar com essa impaciência durante a pandemia, contratar e treinar funcionários para lidar com isso durante a crise.”

Como lidar com tantas mudanças no trabalho?

Edu Gouveia afirmou que a flexibilidade foi essencial para o RH na pandemia e será também para a readaptação futura.

“A readaptação vai ser voltar ao escritório. Não vai ser igual ao modelo antigo, haverá novas regras. E eu acredito muito no equilíbrio.” Ele explicou: “Neste momento, por exemplo, estou em Recife, e estou trabalhando como se estivesse em São Paulo. Então essa flexibilidade faz com que os talentos sejam não mais locais, mas globais. As fronteiras caíram.”

Já Cristina Arcangeli, mostrou preocupação com as mudanças drásticas e disse que é preciso ter cautela na hora de tomar decisões importantes.

“Eu me preocupo um pouco, porque acredito que acho que não dá para ser 100% online. Acho muito cedo, uma atitude muito drástica para poucos meses dessas experiência, porque está todo mundo em casa obrigatoriamente, então está funcionando ‘na marra’. A gente deveria esperar um pouco tudo voltar para tomar essas medidas definitivamente.” 

A nova era do RH na pandemia

O conselheiro da VEE, Edu Gouveia, contou como foi o início da pandemia e que agora é necessário mirar na retomada.

“A gente teve momento de muito choque no começo, quando foi decretado o lockdown. Tiveram várias empresas em que tenho atuação que estavam mais preparadas e outro bem menos preparadas. Tivemos que cuidar das pessoas, não somente com notebooks, mas da saúde mental. Mas outro cuidado foi com as próprias empresas, olhar o caixa, se preparar para o pior. Cuidamos da cadeia de suprimentos, desde o fornecedor. E agora, estamos mirando na retomada.”

Edu completou:

“Empresas que tinham culturas bem definidas se saíram muito bem. Tenho certeza que a empresa da Cris foi uma delas, porque ela tem uma liderança muito forte. Outras empresas que estavam com culturas mais largadas sofreram um pouco mais.” 

O que o RH pode fazer para ajudar os colaboradores agora mesmo?

Edu Gouveia é taxativo sobre como deve agir o RH na pandemia (e depois dela).

“O conselho agora é: cuide da saúde mental da turma. Tem muita gente trabalhando em apartamento pequeno, sem sair de casa a meses. Isso é muito importante”.

Cris Arcangeli afirmou que foi uma época de sair da zona de conforto de novos descobrimentos:

“Existem mercados que foram muitos desafiados, como o turismo, festas, etc. Mas todo mundo saiu da zona de conforto. Foi época de testar. No fundo, essa quarentena e essa mudança toda, com todo esse sofrimento, trouxe muitos descobrimentos e adaptações. Foi uma oportunidade que nós tivemos para exercitar muitas coisas.”

Cuidado com os colaboradores

Cris finalizou o bate papo afirmando a importância de cuidar de pequenos e médios empreendedores e quais foram sua ações durante a crise.

“Essa pandemia trouxe uma coisa bastante impactante, no meu ponto de vista, pois ela escancarou as diferenças sociais. Então quando você vê uma classe que se isolou em praias, fazendas, como se o mundo tivesse acabado, ainda existem pessoas que precisam pagar suas contas e precisam sair no dia a dia. Então, eu desde o começo da quarentena me coloquei para ajudar os pequenos e médios empreendedores, porque me solidarizei com essa situação, acho que foi muito pouco tratado, mesmo com todas as linhas de créditos liberadas.” 

Edu completou a fala de Cris, reafirmando que, mais do que nunca, o RH e a liderança devem andar juntos, para que os funcionários possam usufruir de um líder empático.

“Eu vejo o papel da liderança e do RH com uma proximidade muito grande. É importante entender a especificidade de cada um. A gente está tendo um problema muito sério de saúde mental agora, as pessoas estão estressadas e a gente tem que respeitar isso. O papel do líder e do RH é de empatia, de entender o funcionário e se aproximar dele.” 

Quer ficar por dentro das LiVEEs antes de todo mundo e receber novidades do RH na pandemia (ou não?). Assine a nossa Newsletter!

Gostou? Compartilhe

Quer conhecer mais sobre os benefícios flexíveis da Vee? Preencha o formulário e entraremos em contato com você.