Leadership Conference dia 2: Inteligência e saúde emocional para uma boa liderança

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Leadership conference dia 2

O segundo dia do Leadership Conference, o maior evento de liderança da América Latina ocorreu nesta terça-feira, 20 e o assunto do dia abordado foi como lidar com a inteligência e saúde emocional no ambiente corporativo. Confira um resumo sobre o que aconteceu neste dia e veja as melhores dicas com todas as informações para melhorar ainda mais o seu desempenho como gestor.

O evento começou com a web palestra de Hugo Rodrigues, CEO da Printi. No bate-papo, o empresário comentou sobre os desafios de lidar com as expectativas dos acionistas e dos fundadores ao mesmo tempo, que no final do dia querem a mesma coisa, porém, muitas vezes, de formas diferentes.

Como equilibrar as expectativas entre acionistas e founders

Hugo compartilhou sua experiência como CEO e explicou, que em sua visão, apesar de terem o mesmo objetivo, acionistas e fundadores pensam em caminhos diferentes para atingi-los.

“O papel do CEO nesse momento é conseguir absorver o que está sendo dito, mas manter a distância pessoal que você tenha com qualquer uma das duas partes. Isso é para que você tenha captar ali o que realmente é importante para a empresa em si.”

“Conseguir manter esse distanciamento, contra argumentar de maneira pragmática, ajuda a levar (a discussão) para um caminho de consenso e isso é super importante. No final do dia eu preciso ajudar a criar um ambiente de paz na empresa para que os funcionários e o próprio CEO consiga se dedicar às operações”, completou.

Inteligência emocional para a liderança 

Para ocupar o principal carga de uma empresa e tomar as melhores e mais estratégicas decisões, sem sombra de dúvidas é preciso ter inteligência emocional. O CEO da Printi deu ênfase  a esse tema: 

“É essencial ter inteligência emocional e tranquilidade, principalmente porque muitas vezes nós nos envolvemos em discussões muito passionais. Tanto do lado dos acionistas, tanto do lado do founder. O papel do CEO é saber conseguir absorver tudo que está sendo discutido, sem levar para o lado pessoal, para entender realmente o que faz sentido. É preciso ter muito cuidado e exercitar a empatia para levar à solução”, concluiu.

Transformação digital 

A segunda palestrante do dia foi Melissa Kfouri, líder da estação Algar Telecom., que cuida de toda parte de transformação digital da empresa, contou como foi o início do processo para converter uma corporação de mais de 60 anos de história e que nasceu bem antes de toda essa revolução digital, em algo moderno e ágil. 

“Observando tudo que tem acontecido, no mundo externo, a Algar entendeu que ela precisava começar a atuar para começar a transformar o seu jeito e evoluir a sua cultura.Começamos de dentro para fora. Separamos uma parte do nosso time para testar e quando vimos que deu certo, aplicamos em toda a empresa. Foi a melhor escolha.”

Método ágil x cultura

Melissa ainda compartilhou como foi a transformação de pensamento dos colaboradores da corporação e o que fez com que a empresa adotasse um método ágil que conversasse com a cultura da empresa.

“O conceito do ágil que a gente aplica aqui dentro da organização vai muito além do método. Prepararmos toda nossa organização para se adaptar, para ser flexível sem gerar muito esforço, de uma forma fluída, quando algo acontece lá fora. E nós sabemos que é algo que acontece a todo momento. Se continuássemos com a estrutura tradicional, nossa adaptação ao novo seria muito mais lenta e sofrida.”

“A gente colocou o cliente realmente no centro. A gente precisava colocar nossa empresa para fora e isso serve para 100% da empresa. Isso se chama mindset ágil e ele é muito importante, porque tem a ver com cultura, tem a ver com engajamento, não somente métodos”, completou.

A líder ainda informou que em algumas áreas específicas ainda é preciso seguir metodologias para gerar um melhor resultado, mas é o conjunto do mindset de toda a corporação que faz a diferença.

“Para algumas áreas, que a gente chama de ‘coração ágil’, como as de Marketing, tecnologia, de Processos, a gente entendeu que além do mindset a gente precisava adotar modelos, práticas, métodos, para o ágil acontecer de verdade. Eles ajudam a contribuir com os hábitos, criam uma rotina.”

Ela finalizou: “O nosso mindset é o cliente em primeiro lugar. Então isso tem que permear em 100% da corporação para conseguirmos alcançar nosso objetivo. Esse pensamento tem que estar presente desde o vendedor até o TI.”

Saúde emocional dos colaboradores

Fernanda Saraiva, diretora de RH da SAP, foi a terceira e última palestrante do dia. Ela trouxe  insights de como as lideranças podem se preparar para tratar o tema saúde mental e saúde emocional dentro dos seus times. 

O tema escolhido ganhou muita força em função da pandemia da Covid-19, que fez com que muitos colaboradores ficassem em isolamento social. Para Fernanda, é um assunto que não tema nova e é uma pauta importante para as empresas.

“Na SAP a gente colocou um foco acelerado no tema a partir do início da pandemia, mas ele não é um tema novo para nós. A gente já vem trabalhando isso desde o ano passado. A SAP já tem uma iniciativa global, nosso maior evento, que é o Mental Health Matters e o Brasil foi o pivô dessa iniciativa. O objetivo é realmente promover o tema e especialmente fazer uma sensibilização em relação a ele, fazer com que as pessoas não tratem mais como um tabu. Especialmente a liderança, como eles podem ajudar e abraçar esse tema sem misticismo.” 

Como tratar a saúde emocional no ambiente corporativo

Quando se trata de saúde mental, a liderança exerce um papel fundamental, pois os gestores são os mais próximos de seus colaboradores e podem criar um canal de comunicação direto com eles.

Fernanda Saraiva deu alguns insights para a liderança de como identificar algum problema e cuidar do seu time:

“O primeiro ponto é informação. A gente deve falar bastante sobre o tema, fazer várias rodas de conversas. Mas além disso, é muito importante ter um canal de comunicação muito aberto e transparente. Não somente da liderança para os funcionários, mas também entre líderes.”

“Outro ponto muito importante é sempre ter falado sobre isso. Nós somente demos uma acelerada um pouco neste tema, mas ele sempre esteve presente, isso fez toda a diferença”, completou.

A diretora de Recursos Humanos finalizou apontando como deve ser a conduta depois do gestor identificar um de seus colaboradores que está enfrentando algum problema relacionado a saúde mental. 

“Hoje, dentro do nosso programa de apoio ao colaborador, uma das células é justamente os psicólogos ajudarem os próprios gestores. Então a orientação que o RH dá é que, sempre que o gestor tem alguma situação – como algum funcionário com ansiedade, depressão, etc – é que ele procure algum profissional capacitado dentro do nosso programo para instruí-lo. Cada situação é única e o que estima é ter o canal de comunicação aberto”

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