Leadership conference 4: liderança e cultura organizacional

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leadership conference dia 4 - sobre liderança e cultura organizacional

O quarto dia de Leadership Conference, o maior evento de liderança da América Latina, teve mais palestras incríveis para aprimorar sua liderança e gestão dentro da empresa.

O primeiro convidado do dia foi Daniel Linhares, Diretor Executivo de Gente da Localiza, que abordou o tema “liderança e cultura organizacional”. Além dos palestrantes, o evento contou com a participação especial de Marcelo Ramos, o founder da Vee.

Liderança e negócio

Marcelo Ramos, founder da Vee Benefícios e Chairman da Mestiça, foi o representante da empresa no evento e trouxe insights importantes sobre o quanto é fundamental a liderança estar próxima ao negócio, conhecendo bem a solução, o cliente e propondo que a sua área seja um potencializador da missão e crescimento da empresa.

“O líder, assim como todas as divisões, é aquele que junto com seu time, e está junto nas boas ou más situações.”

“Como desenvolver a solução se eu não vou para a rua entender qual o problema? Por que não me coloco muitas vezes na visão do meu cliente? Parece bobo, mas no dia a dia acabamos por cima dessas questões mais básicas. Estamos falando com diversos líderes, então é necessário que eles entendam isso.”

O founder ainda foi questionado, como – em sua visão de business partner – é possível entender os objetivos estratégicos daquela área e encaixá-la com os objetivos do cliente.

“Entender o produto que você vende, passa pela conexão das áreas. Tem que entender todo o ecossistema da sua empresa. O que adianta eu achar uma solução que atenda o cliente, mas eu não têm financeiro para isso? Ou que não se encaixe com a empresa no momento? Temos que olhar para essas grandes empresas, como Amazon, Nubank, etc, que são exponenciais, e se inspirar, ver como elas acham as soluções. Não importa se você é uma pequena ou grande organização, se inspire nos exemplos que estão dando certo.”

Como um líder pode conhecer o comportamento do seu cliente interno

Para ter um bom atendimento com o cliente externo, é necessário tem um bom engajamento do seu colaborador e que ele “vista a camisa” da empresa de forma que conheça e acredite no produto em questão. Essa foi a visão de Marcelo Ramos,  que compartilhou alguns insights:

“Muitas empresas pequenas e médias, que crescem na raça, construindo tijolinho por tijolinho, não tiveram tempo de receber um coach mais aprimorado e/ou adquirir conhecimento técnico, e acabam fazendo as coisas de fora para dentro e o grande conceito é fazer de dentro para fora. Porque se eu tenho um time que começa a crescer e a empresa prosperar – que não está coeso – não está comprado com aquela ideia, as dificuldades para alcançar o sucesso serão muito maiores.”

Marcelo ainda deu dicas de como colocar em prática para engajar o cliente interno e como o RH pode ajudar os líderes com as novas tecnologias:

“Sempre devemos pensar: Por que eu existo, o que eu faço, o que meu produto impacta nas pessoas e principalmente por quê estou fazendo isso. A partir disso, é necessário engajar seu cliente interno, porque vai ser ele que vai vender seu produto, vai propagar sua linguagem (…) É importante para o RH usar a tecnologia ao seu favor, para ajudar a implementar um mindset diferenciado e assim poder cuidar de forma mais individualizada do seu cliente interno”, finalizou.

Evolução cultural 

Daniel Linhares iniciou o bate-papo sobre evolução cultural contando como foi a transição de cultura da Localiza e como implementaram essa nova identidade dentro da empresa.

“Começamos nosso projeto de cultura há três anos atrás, mas não chamamos aqui na Localiza de transformação cultural, pois sempre acreditamos que tivemos uma muito forte. Chamamos de evolução cultural.”

“O que eu gosto sempre de falar é que a verdadeira cultura da empresa não é o que escrevemos na parede ou os diretores e executivos falam. É o que todo mundo faz quando não tem ninguém olhando. Essa é a verdadeira cultura da companhia”, complementou.

Daniel Linhares ainda citou os três pilares que regem a cultura da empresa e que direciona os funcionários da corporação:

“A nossa cultura é baseada em três pilares: cliente é a nossa paixão, gente que inspira e transforma, e resultados extraordinários nos impulsionam. Dentro de cada um desses pilares existem seis atributos. Três atributos que acreditamos que temos que fazer e tres que não queremos fazer. Isso direciona o comportamento dos colaboradores.”

Papel do líder na corporação

Para que a cultura de uma organização esteja bem permeada entre os colaboradores e estes estejam engajados, Daniel afirmou que a liderança tem um papel de extrema importância neste processo.

“O papel do líder é fundamental, porque a frase que a gente gosta de falar aqui é a seguinte: ‘a palavra convence, o exemplo arrasta’. Quando a gente quer todo mundo praticando e caminhando na mesma direção, os líderes são fundamentais. Todo processo de evolução da nossa cultura está muito ancorado na capacitação dos líderes. A altaliderança da companhia foi envolvida para construir os elementos dessa cultura, depois desdobramos para a média gerência, até chegar no nível de subdivisão e o que os líderes fazem todos os dias vão delineando e servindo de exemplos dos comportamentos que a gente pede para que seja executado dentro da empresa.”

Liderança inclusiva

A segunda participação do dia ficou por conta do palestrante Eliezer Silveira, Chief of Marketing & Innovation Officer da  NVH Studios. Ele tratou sobre a importância do olhar inclusivo especialmente para as lideranças, além de trazermos insights de como desenvolver essa habilidade.

O entrevistado começou explicando seu olhar sobre o que realmente é ter um olhar inclusivo na liderança:

“Primeiro ponto que temos que lembrar, é que quando falamos de inclusão estamos falando de trazer pessoas para participar, para juntos fazer. Inclusão não é somente ter alguém no time mais diverso ou ter só representatividade. É de fato construir junto com essas pessoas e o bom líder faz isso.”

“A profissão que eu mais admiro no mundo é a de pedreiro, porque eu acho incrível a capacidade que essas pessoas têm de colocar coisas de pé. Acho mágico. E o pedreiro é um bom exemplo de líder, pois ele consegue encaixar várias peças e criar algo único e sustentável. A liderança deve fazer isso, encaixar várias peças diversas e criar algo uniforme, que conversem entre si. Para mim, uma liderança inclusivo é quando você consegue montar um time que tenha essa representativa e juntos consigam chegar em algo único”, adicionou o CMO.

Gestão humanizada e tecnologia 

O quarto convidado do dia foi Gustavo Vitti, Chief People Officer do Ifood, que discutiu sobre como tecnologia impede a humanização dos processos através de cases reais, nos mostrando como é possível fazer uma gestão mais humanizada usando robôs e algoritmos.

Gustavo mostrou seu ponto de vista sobre um dos maiores receios do RH quando o assunto é tecnologia: de que se perca a humanização dos processos.

“Acredito que seja um tabu muito grande, porque a gente vê o robô como uma coisa ‘sem calor’. Quando na verdade a gente consegue programar esses robôs para replicar esse afeto, esse calor. Hoje existe esse grande dilema que os robôs estão aqui para roubar o emprego do ser humano, que eles não conseguem trazer humanização. Mas é um tabu, com certeza. Os algoritmos e robôs são aliados, estão aqui para potencializar as lideranças e não para substituí-las.”

“A inteligência artificial ela não existe, o que existe é o chamado Machine Learning, que nada mais é do que ensinar o robô a fazer determinada atividade e atingir a determinado objetivo. Então esse robô irá encontrar as melhores maneiras para atingir aquilo. Então Se você ensiná-lo a ter uma maneira mais humanizada da movimentação e gestão de pessoas, ele vai encontrar uma solução muito boa para isso”, completou.

Construindo novos líderes 

Andrea de Castro, Head de Recursos Humanos do Paypal, foi a última palestrante do dia e abordou como ter práticas inspiradoras para acelerarmos os resultados das pessoas e da empresa através da gestão desse conhecimento e do desenvolvimento.

Andrea iniciou o bate-papo contando sobre o é o método “On the Job” e como ele ajuda a desenvolver conhecimento nos colaboradores:

“O ‘on the job’ é um método que ajuda os funcionários a adquirirem conhecimento no local de trabalho. Neste tipo de treinamento, o dia a dia da empresa se torna uma fonte muito rica de aprendizagem, porque a gente colocar profissionais experientes em contato com outros ainda em desenvolvimento, o que promove uma cultura de aprendizado contínuo e incentiva muito o clima organizacional mais colaborativo. Então essa troca promovida pelo programa coloca gestores e colaboradores como protagonistas na ampliação e disseminação de conhecimento na organização.”

Quando questionada sobre como aplicar o programa na prática, a Head de RH deu  um exemplo:

“Acredito que existem algumas possibilidades de colocar em práticas esses conceitos. Um exemplo trata-se do programa de exposição profissional, do qual eu gosto muito. Esse é um programa que visa acelerar o desenvolvimento de pessoas do nosso de sucessão. Então, nessa categoria sempre existem aqueles colaboradores que já estão preparados para assumir uma posição de maior responsabilidade, mas a gente também já enxerga um segundo nível de pessoas que podem estar sendo preparadas para serem aptas a sentar nessa cadeira.”

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