EE4ALL: Employee Experience e Saúde Emocional

Tempo de leitura: 4 min
resumo live - employee experience e saúde emocional

O último dia de lives EE4ALL, evento online da Vee Benefícios em parceria com a Grou e a Pulses para falar sobre Employee Experience, foi ao ar nesta quarta-feira, 5, abordando o tema “Employee experience e saúde emocional”.

A apresentação e mediação foi de Heloísa Bomtempo, Head de Comunicação da Vee, que bateu um papo com Marcelo Nóbrega,Especialista em Gestão e Recursos Humanos, LinkedIn Top Voices e Conselheiro Vee, Rui Brandão, CEO da Zenklub, e Camilla Paiva, Psicóloga pela PUC, Professora de pós-graduação no Inpro, Unialfa e Facunicamps

Por que cuidar saúde emocional dos colaboradores é tão importante?

Camila Paiva iniciou o bate-papo explicando o porquê a saúde mental dos colaboradores é de extrema importância para as empresas:

 “A saúde emocional é um assunto que está muito em pauta agora. Vários estudos demonstram que tivemos um aumento na exaustão, aumento na ansiedade durante a pandemia. Precisamos investir em saúde mental, pois temos percebido os efeitos do estresse no ambiente de trabalho. Existe uma redução de capacidade de entrega de meta, de engajamento. Atendo várias empresas no qual é possível ver isso na prática.”

A professora ainda apresentou dados que mostram como o estresse pode afetar financeiramente o país.

“A Associação Internacional de Dados de Gerenciamento ao Stress apresenta dados interessantes: antes da pandemia o Brasil ocupava o segundo lugar como o país mais estressado do mundo, atrás somente do Japão. Hoje em dia, com certeza, esses níveis estão bem mais elevados. Antes da pandemia também, esse estresse já custava para nosso país 4% do PIB nacional, ou seja, algo em perto dos 80 bilhões de dólares por ano. A estimativa, é que até 2030 o Brasil gaste cerca de 3 trilhões de dólares por conta disso.”

“69% das pessoas apontam o estresse como o princípio desencadeador de outras doenças, e apontam também as empresas como as principais responsáveis pelo estresse que elas vivem. E os custos são muitos. Quanto maior o estresse, maior o turnover, mais o erro, mais retrabalho.Vários custos também relacionado à imagem e credibilidade da empresa. Muitas vezes esses erros pode chegar no cliente externo, e isso pode abalar a reputação da empresa”, completou Camila.

Saúde emocional influencia no ROI

Rui Brandão, CEO do Zenklub, também mostrou seu ponto de vista sobre o assunto:

“Há dois ponto para aprofundar: quando tratamos da saúde mental, estamos diminuindo turnover e aumento a produtividade do colaborador, e isso são custos que apesar de muitos ainda pensarem não ser tangível, eles são. A gente sabe hoje que só mexendo em saúde, produtividade e retenção, uma empresa onde uma o salário médio é de R$ 3 mil reais, teremos um ROI (Retorno sobre o investimento) de 3.68.”

“O curioso é que a medida que o salário vai subindo, o ROI é exponencial. Ou seja, a cada 1 real investido, pode retornar 8 a 9 reais. É preciso considerar também, que as pessoas que estão em cargos mais altos de gestão também apresentam um risco maior de burnout. É necessário alinhar a empresa com o individual, entender que a saúde emocional entra na esfera da responsabilidade corporativa”.

Rui completou: “Nós somos diferentes da máquina pois somos sociais e emocionais, então precisamos começar a cuidar dos colaboradores.”

Saúde mental é responsabilidade da empresa?

Rui Brandão também comentou como a tecnologia está ajudando a abordar melhor o tema dentro das empresas e que plataformas digitais voltadas para o assunto estão fazendo a diferença.

“Ponto número um: o tabu desapareceu. Número dois: estamos mais transparentes, conversando sobre isso com nosso amigos, colegas de trabalho, familiares. Estamos colocando nossa segurança psicológica no base durante essa pandemia. Não é possível crescer profissionalmente sem ter a base psicológica bem estruturada. E hoje em dia, plataformas como a Zenklub estão ajudando muito, pois antigamente era muito mais burocrático falar sobre esses assuntos. Era preciso fazer palestras, etc. Hoje em dia está muito mais facilitado.”

Como os líderes devem tratar o tema 

Camilla comentou como lidar com o tema junto com os líderes, que muitas vezes não estão preparados para lidar com isso dentro da equipe.

“As empresas ainda não investem como deveriam, na minha perspectiva, neste quesito.Por isso é tão importante falarmos de número, mostrar como influência na produtividade, engajamento, turnover. E as plataformas trazem isso para o RH, que em cima disso podem trabalhar em ações.”

Paiva apresentou dicas práticas: “A primeira coisa que a gente precisa para tratar esse assunto com as lideranças é trazê-lo para dentro da empresa. Porque às vezes líderes e RHs não conseguem reconhecer o adoecimento mental, que a equipe está tendo um aumento de estresse, sintomas de ansiedade ou depressão. Então os colaboradores ficam ali no automático e parece mais seguro apostar na chegada de um novo colaborador.”

“Há uma crença de na queda da performance está relacionada a falta de vontade. Então se supõe que eu traga alguém novo, os problemas se resolvem. Mas não é bem assim. A alta rotatividade trás muito impacto, para os RHs, para as lideranças, pois aumenta a demanda de recrutamento, treinamento, onboarding, e várias outras.”

“Diminuição da performance, da qualidade do trabalho. Ou então colaboradores que apresentam uma mudança brusca no comportamento, podem ser sinais de alerta que algo de errado está acontecendo”, finalizou.

A Vee Benefícios foi uma das organizadoras do evento e para saber mais sobre nossa empresa entre em nosso site: https://vee.digital/

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