EE4All: Diversidade e flexibilidade para construir um Employee Experience melhor

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EE4ALL melhores momentos da live sobre diversidade e flexibilidade com a Oracle

O EE4ALL, projeto da Vee Benefícios em parceria com a Grou e a Pulses para falar sobre Employee Experience iniciou nesta segunda-feira, 19, a sua série de lives com o tema “Diversidade e Flexibilidade para construir Employee Experience”. 

A apresentação e mediação foi de Raphael Machioni, CEO da Vee Benefícios, que bateu um papo com Daniele Botaro, a Head de Diversidade e Inclusão na Oracle América Latina. 

Você conferir o resumo deste bate-papo aqui. Quer conferir a live completa? Clique no link!

O que é diversidade?

A live iniciou com Daniele Botaro explicando o que é diversidade e como o tema se encaixa no dia a dia corporativo:

“O tema de diversidade é um tópico atual, está muito presente em tudo. Acho que a diversidade está sendo ainda a visão sobre ela em cada tipo de empresa (…) O quanto a gente consegue pensar em trazer pessoas que pensam diferentes dentro de uma empresa. O jeito mais fácil de fazer isso é você pegar diferentes tipos de pessoas. O ideal seria se a gente não olhasse para esses grupos e trouxessem diversidades de desafios, de ideias, de cursos, no qual as pessoas aprenderam coisas diferentes. Mas infelizmente ainda não conseguimos fazer tudo isso.”

A gestora também definiu como classifica o tema: “Eu vejo a diversidade muito como um espaço para que todos possam colaborar.”

Mindset sobre diversidade para empresas de pequeno e médio porte

Raphael Machioni perguntou para Daniele Botaro como pequenas e médias empresas, como startups, podem ser mais diversas e inclusivas em suas organizações  de modo prático.

“Uma vez dei uma palestra sobre como ser diverso desde o dia 0, que era para startups. Então se você já não começou com fundadores que são diversos, você já queimou um pouco da largada. Tem uma pesquisa que mostra que se você tiver ao menos uma mulher entre os fundadores, isso aumenta em 50% o número de mulheres engenheiras e desenvolvedoras”, explicou “Outro ponto é: para uma empresa que está começando é essencial cuidar do recrutamento. Você precisa investir muito tempo nisso, pois são aquelas pessoas que vão criar a cultura, que vão dar o tom, que vão estabelecer o que é bem-vindo ou não naquela empresa”.

Daniele também exemplificou como a diversidade pode ser colocada em prática nas corporações por meio de ações cotidianas. 

“Criar comitês de diversidade é algo que pode ser feito em qualquer empresa, independente do tamanho. As pessoas querem fazer sobre esse assunto, elas já são apaixonadas por essa causa. Seja porque elas são de algum grupo, ou porque tem algum filho com deficiência ou algum irmão homossexual.Como líder é preciso dar espaço para as pessoas falarem sobre isso que elas já estão afim de falar.”

Como preparar a liderança para a diversidade

Raphael também questionou a Head de Diversidade da Oracle sobre como preparar os líderes para lidar com a inclusão.

“Tem alguns pontos que são muitos básicos, mas que são importantes de serem ditos: as empresas precisam ter código de ética, de conduta muito claro, muito transparente, dizer o que pode ou não. Essa coisa de bom senso é muito arriscado. É preciso dar treinamento, dar um panorama do que a empresa valoriza”, analisou Daniele Botaro.

E ela foi além.

“Segundo ponto: dar informação. A gente está aprendendo muito sobre diversidade, aprendendo com as pessoas, então é preciso dar treinamentos, dar conteúdo. Trazer conversas como essa é importante para que as pessoas vejam outras realidades.”  

A Head da Oracle comentou também como abordar temas delicados com líderes, para que atitudes errôneas possam ser repensadas e corrigidas. 

“Eu não posso somente chegar para um líder e falar: ‘olha, isso que você falou é machista’, e não trazer um contexto que faça com que ele pense na sua atitude. É preciso ter regras, dar informação e manter o tema vivo. Não é somente nas palestras, cada líder tem que tratar com seu time, em suas reuniões e não apenas em momentos específicos. Não é uma caixinha que está lá no RH.”

O CEO da Vee, Raphael Machioni, complementou:

“Tem ser algo que a empresa tem que respirar. Realmente a gente sabe que não é o tema mais simples, muitas vezes é um discurso da porta para fora, não da porta para dentro e é muito importante criar esta cultura e deixa muito claro a regra do jogo. O que a empresa aceita ou não e qual suas consequências. Só quando a gente identifica os problemas que podemos solucioná-los, não tapar o sol com peneira”.

Sustentabilidade

Quando o assunto é sustentabilidade, Raphael questionou Daniele Botaro se ela acredita que é tema que tomará um rumo parecido como o da diversidade. Ou seja, se as empresas também passarão a priorizar mais e debater entre os colaboradores e líderes e tomar mais responsabilidade para si.

“A pressão é totalmente igual à de sustentabilidade. Esses dias estava conversando com um executivo, que me contou sobre a filha dele, uma jovem de 16 anos, que estuda em uma das melhores escolas de São Paulo. Provavelmente irá fazer uma boa faculdade e ele comentou que enxergava na turma dela jovens que espera ver no mercado de trabalho daqui há 5 ou 10 anos. Mas a questão é: eles vão querer trabalhar aqui? A gente precisa criar um ambiente para que eles queiram com a gente”, analisou a gestora.

Outra dica valiosa dada por Daniele foi pensar no futuro próximo, que será composto por grande parte da geração de millennials.

“Essa galera não quer trabalhar no final de semana. A gente está falando com uma geração, que viu os pais trabalharem a vida inteira para aproveitar a vida só no final e não querem repetir esse movimento. Então quando falamos de sustentabilidade, é preciso criar um modelo hoje que vai antecipar uma crise que pode ocorrer daqui 4 ou 5 anos.” 

“No fim do dia a empresa tem que estar alinhada com o valor dos colaboradores e do consumidor. Caso ao contrário você não irá querer trabalhar numa empresa que tem uma política totalmente diferente daquilo que você acredita. E nem adianta você ter o melhor salário, porque chegar em um lugar e ver tudo que você abomina, você não irá  trabalhar feliz, sua produtividade tende a ser mais baixa e provavelmente irá sair do local”, concluiu Raphael. 

EE4All - Employee Experience For All - Uma campanha da Vee com Grou e Pulses
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