Empreendedorismo e RH na pandemia com Cris Arcangeli e Edu Gouveia – Melhores Momentos

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Livee com Cris Arcangeli

Como será a liderança no novo normal? O que acontece com o Empreendedorismo , gestão de pessoas e RH na pandemia?

Esse foi o tema do debate desta quarta-feira, 16, entre a empreendedora, investidora, CEO da beauty´in e “tubarão” no programa Shark Tank Brasil, da Sony,  Cristina Arcangeli e Edu Gouveia, conselheiro da Vee, especialista em loyalty, meios de pagamento e benefícios . A mediação foi de Raphael Machioni, CEO da Vee.

Reveja a liVEE com Cris Arcangeli e Edu Gouveia

Como será a gestão de colaboradores no “novo normal”?

Cris Arcangeli compartilhou sua experiência com crises e disse ter se mantido serena.

Esse é um momento de grandes transformações. Eu já passei por grandes crises na minha vida, então isso não é uma coisa que grande me assusta”, contou. Eu sei que o pessoal de 30 anos ainda não viu crises, porque nos últimos 20 anos tivemos anos bastantes estáveis pertos dos anos que eu vi, no meu começo como empreendedora. Então hoje, eu sei, que com a crise, mais oportunidade vem também. Quando surgem dores, novas oportunidades para trazer soluções.”

E ela completou:

“Como líder, a minha posição, foi o momento de compartilhar essa paz, um pouco de calma. Estudar nosso mercado e ver as transformações que vieram com este impacto”.

O conselheiro da VEE Edu Gouveia revelou que, apesar da crise, sentiu um momento de muito acolhimento e empatia entre as pessoas.

“Nunca passei por uma crise com uma extensão tão forte como essa, de ‘jogar’ todo mundo em casa, lockdown. Mas foi um momento muito rico também, de empatia, de acolhimento”, contou Edu, ex-CEO de Livelo, Alelo, e Multiplus, entre outras. “A tempestade é igual para todo mundo, mas a gente está em barcos diferentes. Pessoas sofrendo mais ou menos. Então foi a hora de tratar cada um individualmente. O líder chegar perto, fazer o ritual de proximidade. Tem muita gente sofrendo. O papel do líder agora é de empatia, de acolhimento, de entender, de chegar perto”.

A importância do digital e da tecnologia

Cris Arcangeli também mostrou o seu ponto de vista sobre a mudança às pressas para o digital e o trabalho remoto. Ela aproveitou para explicar qual é, na sua opinião, o grande problema que enfrenta no Brasil.

“Foi uma transformação desde quando decidi que não ia voltar para o varejo e iria focar mesmo no digital. Eu tive o primeiro produto físico vendido no Hotmart, as pessoas ainda não tinham esse costume na época. E isso surgiu mais apressadamente na quarentena. Mas acredito que as pessoas aprenderam a usar e entenderam a lidar com isso. Mas o grande problema é que no Brasil a gente tem um problema muito grave com logística. O maior desafio agora é a distribuição.” 

Edu Gouveia também afirmou que o consumidor atual está muito exigente e que as tecnologias estão trazendo um senso de urgência muito maior.

“O mercado também está muito exigente. Se um produto demora um ou dias para chegar, parece que ele está demorando muito. O celular trouxe um senso de urgência muito grande. Tudo precisa ser para agora e a gente teve que lidar com essa impaciência durante a pandemia, contratar e treinar funcionários para lidar com isso durante a crise.”

Como lidar com tantas mudanças no trabalho?

Edu Gouveia afirmou que a flexibilidade foi essencial para o RH na pandemia e será também para a readaptação futura.

“A readaptação vai ser voltar ao escritório. Não vai ser igual ao modelo antigo, haverá novas regras. E eu acredito muito no equilíbrio.” Ele explicou: “Neste momento, por exemplo, estou em Recife, e estou trabalhando como se estivesse em São Paulo. Então essa flexibilidade faz com que os talentos sejam não mais locais, mas globais. As fronteiras caíram.”

Já Cristina Arcangeli, mostrou preocupação com as mudanças drásticas e disse que é preciso ter cautela na hora de tomar decisões importantes.

“Eu me preocupo um pouco, porque acredito que acho que não dá para ser 100% online. Acho muito cedo, uma atitude muito drástica para poucos meses dessas experiência, porque está todo mundo em casa obrigatoriamente, então está funcionando ‘na marra’. A gente deveria esperar um pouco tudo voltar para tomar essas medidas definitivamente.” 

A nova era do RH na pandemia

O conselheiro da VEE, Edu Gouveia, contou como foi o início da pandemia e que agora é necessário mirar na retomada.

“A gente teve momento de muito choque no começo, quando foi decretado o lockdown. Tiveram várias empresas em que tenho atuação que estavam mais preparadas e outro bem menos preparadas. Tivemos que cuidar das pessoas, não somente com notebooks, mas da saúde mental. Mas outro cuidado foi com as próprias empresas, olhar o caixa, se preparar para o pior. Cuidamos da cadeia de suprimentos, desde o fornecedor. E agora, estamos mirando na retomada.”

Edu completou:

“Empresas que tinham culturas bem definidas se saíram muito bem. Tenho certeza que a empresa da Cris foi uma delas, porque ela tem uma liderança muito forte. Outras empresas que estavam com culturas mais largadas sofreram um pouco mais.” 

O que o RH pode fazer para ajudar os colaboradores agora mesmo?

Edu Gouveia é taxativo sobre como deve agir o RH na pandemia (e depois dela).

“O conselho agora é: cuide da saúde mental da turma. Tem muita gente trabalhando em apartamento pequeno, sem sair de casa a meses. Isso é muito importante”.

Cris Arcangeli afirmou que foi uma época de sair da zona de conforto de novos descobrimentos:

“Existem mercados que foram muitos desafiados, como o turismo, festas, etc. Mas todo mundo saiu da zona de conforto. Foi época de testar. No fundo, essa quarentena e essa mudança toda, com todo esse sofrimento, trouxe muitos descobrimentos e adaptações. Foi uma oportunidade que nós tivemos para exercitar muitas coisas.”

Cuidado com os colaboradores

Cris finalizou o bate papo afirmando a importância de cuidar de pequenos e médios empreendedores e quais foram sua ações durante a crise.

“Essa pandemia trouxe uma coisa bastante impactante, no meu ponto de vista, pois ela escancarou as diferenças sociais. Então quando você vê uma classe que se isolou em praias, fazendas, como se o mundo tivesse acabado, ainda existem pessoas que precisam pagar suas contas e precisam sair no dia a dia. Então, eu desde o começo da quarentena me coloquei para ajudar os pequenos e médios empreendedores, porque me solidarizei com essa situação, acho que foi muito pouco tratado, mesmo com todas as linhas de créditos liberadas.” 

Edu completou a fala de Cris, reafirmando que, mais do que nunca, o RH e a liderança devem andar juntos, para que os funcionários possam usufruir de um líder empático.

“Eu vejo o papel da liderança e do RH com uma proximidade muito grande. É importante entender a especificidade de cada um. A gente está tendo um problema muito sério de saúde mental agora, as pessoas estão estressadas e a gente tem que respeitar isso. O papel do líder e do RH é de empatia, de entender o funcionário e se aproximar dele.” 

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Eu tenho direito ao Vale Refeição no Home Office? Como funcionam os benefícios corporativos no trabalho remoto

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Tire todas as suas dúvidas sobre a concessão de benefícios corporativos no período trabalhado em Home Office.

O isolamento usado como medida para controlar o contágio do coronavírus fez com que as empresas adotassem o home office para manter as atividades e proteger os colaboradores. Contudo, é importante pensar: como fica o pagamento dos benefícios corporativos durante o período? “Eu ainda tenho direito a Vale Refeição no home office?”

Essas dúvidas afetaram o RH e os funcionários. As empresas precisaram cortar custos e os colaboradores não queriam ter seus benefícios reduzidos.

Neste post, vamos falar um pouco sobre como funcionam as ofertas de benefícios no trabalho remoto e esclarecer as principais dúvidas. Quer saber mais sobre o assunto? Leia até o fim!

Guia de gestão de benefícios para empresas

O trabalho remoto é legal?

Sim. O trabalho remoto ou Home Office é legal e, neste momento de pandemia, mais do que isso: ele é questão de saúde pública.

Colaborar com a empresa sem precisar ir ao escritório já tinha sido apontada como uma importante tendência de RH, por proporcionar mais flexibilidade, melhor qualidade de vida e mais tempo de convivência com a família.

Algumas organizações já adotavam essa estrutura, mesmo que a passos lentos, tentando entender como seria essa adaptação. A estrutura de trabalho à distância já tinha sofrido regulamentações durante a reforma trabalhista, pela Lei n° 13.467/2017.

Com a chegada do COVID-19, esse processo foi acelerado, obrigando as empresas a adotarem o home office para não paralisarem totalmente as atividades. Trata-se de uma medida de prevenção que prioriza a saúde dos funcionários e que ajuda a conter o índice de contaminação.

No Brasil, foi criada a Lei n°13.979/2020 com medidas de saúde pública para lidar com esse período crítico. Várias organizações aproveitam a experiência para entender melhor o processo e adotar o trabalho remoto como regime, até mesmo pós-isolamento.

Quem trabalha em home office tem direito a vale refeição?

Essa é uma resposta complexa. Alguns advogados entendem que graças às Convenções Coletivas de Trabalho, uma vez que o benefício foi concedido não pode ser cancelado. Essa decisão implicaria em uma alteração no contrato prejudicial ao funcionário, ferindo o artigo 468 da CLT. Portanto, o direito ao vale-refeição em home office é tema de muita discussão.

O trabalho remoto dá direito ao vale-transporte?

Não. O vale-transporte é um benefício que prevê a cobertura de gastos do deslocamento do colaborador para a empresa. Como o trabalho é feito de casa, não há esse custo e, portanto, não tem por que manter o benefício. Os pagamentos devem ser retomados assim que as atividades forem presenciais na empresa, de acordo com os dias trabalhados, assim como era feito antes da pandemia.

Se os créditos já foram pagos e logo depois houve a adoção do sistema remoto, a empresa pode usar os créditos restantes. Vamos citar um exemplo para melhorar a compreensão: foram creditados 20 dias de transporte, porém, trabalhados apenas 10 dias e no restante do mês os funcionários atuaram de casa.

Quando a presença na empresa for reestabelecida, a empresa pode considerar esses 10 dias a mais já pagos e fazer o crédito apenas do valor para completar o total do mês.

A empresa deve pagar o Auxílio Home Office?

A transição do trabalho alocado para o home office em muitas empresas foi uma medida emergencial e de surpresa. Na prática, muitos dos funcionários não tinham a infraestrutura necessária para realizar os trabalhos.

A MP 927 prevê que o empregador poderá fornecer os equipamentos em regime de comodato para que o colaborador consiga realizar as atividades. Para auxiliar ainda mais, a organização também pode pagar pelos serviços de infraestrutura, embora esse valor não seja contabilizado como verba de natureza salarial.

Ou seja, é interessante que a empresa faça o pagamento de auxílio para cobrir os gastos do trabalho em casa, o auxílio home office, para que o profissional tenha condições plenas de exercer as atividades. Trata-se de uma manobra interessante para ambos, mas que deve ser registrada por meio de uma política interna clara, em um aditivo ao contrato de trabalho.

A empresa pode mudar o vale refeição para vale alimentação durante o período de trabalho à distância?

Novamente, levamos para a discussão a questão do pagamento diante de acordo com o sindicato ou em coletiva com os trabalhadores. Se o pagamento do benefício foi acordado dentro desses parâmetros, não é possível reduzi-los nem substituir um pelo outro.

O vale refeição e vale alimentação são dois benefícios diferentes: o refeição é usado em restaurantes e padarias, enquanto o alimentação serve para compras em supermercados, ou seja, o mantimento deve ser preparado. Caso a empresa decida trocar ou cancelar qualquer um desses pagamentos, para que não haja problemas com a legislação, vale a pena consultar um advogado ou o sindicato da categoria para esclarecer dúvidas.

Como fica o pagamento de outros benefícios?

Algumas empresas pagam benefícios além dos previstos por lei, no intuito de oferecer melhor qualidade de vida e estimular a motivação dos colaboradores. O convênio médico é uma ajuda muito importante, principalmente em tempos de pandemia. Embora não seja obrigatório, algumas leis regulam a manutenção desse benefício, que deve ser mantido mesmo com o trabalho à distância. O auxílio-creche é outra oferta que não pode ser cortada.

Outro benefício que entra em pauta é o vale-cultura, que também deve ser mantido pela empresa. Vale lembrar de que atividades de entretenimento são importantes para a saúde emocional dos colaboradores. Mesmo com os estabelecimentos fechados, eles podem continuar a exercitar isso comprando filmes e livros para serem consumidos em casa.

Neste post, apresentamos as principais dúvidas em relação ao pagamento de benefícios corporativos para funcionários que estão trabalhando em casa. Essas informações são importantes para que a empresa se mantenha dentro do previsto em lei e possa estruturar pacotes pensando na adoção desse sistema nos próximos anos. Lembre-se de que a qualidade de relacionamento com os colaboradores deve continuar mesmo quando o trabalho é feito à distância.

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Os aspectos legais da pandemia de coronavírus para empresas

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Como lidar com os aspectos legais que mudaram as relações trabalhistas em meio à pandemia do novo coronavírus.

Com a COVID-19, é fato que o mundo mudou em diversos aspectos, na vida pessoal e profissional das pessoas e com grandes impactos na vida das pessoas e das corporações. Com isso, muitos novos assuntos estão vindo à tona nas empresas, entre eles os aspectos legais da pandemia e como lidar com as mudanças que ela traz.

Pensando nesse momento em que muitos estão encarando a gestão remota e o home office pela primeira vez, preparamos um resumo de alguns aspectos legais, retirados da cartilha Madrona, para que as empresas possam enfrentar melhor este novo desafio e ajudá-las a passar com transparência por estes momentos.

No Brasil, foi criada uma Lei nº 13.979/2020 que prevê algumas medidas de saúde pública que devem ser tomadas referente ao COVID-19. Dentre elas, ausência no trabalho, quarentena, exames médicos e outros são considerados justificáveis no momento, não devendo haver prejuízos no trabalho. 

Ainda assim, esse cenário é muito novo para nós e não existe uma solução exata de qual é a melhor maneira de lidar com nossas relações profissionais e com o nosso negócio. Por isso, aspectos legais estão sendo buscados para estabelecer formas de como assegurar a garantia de trabalho enquanto o COVID-19 estiver circulando.

Aspectos legais para empresas durante a pandemia de COVID-19

Veja algumas saídas estabelecidas pelos órgãos jurídicos que podem ajudar nesse momento. 

Para a prevenção do vírus: 

  • Incentive medidas de higiene dos colaboradores da sua empresa, sobretudo aqueles que não podem trabalhar de casa, e aumente a limpeza do local. Promova acesso a produtos de limpeza e higiene, como álcool em gel 70%;
  • Caso alguém apresente sintomas ou suspeita da doença, é preciso que essa pessoa e todos os demais que tiveram contato com ela fiquem em quarentena por 14 dias;
  • Evite viagens desnecessárias e reuniões presenciais. Opte por fazer as tratativas via e-mail, ligações ou call;
  • Mantenha a distância mínima de 2 metros entre cada indivíduo, como recomenda a OMS.

Sobre o trabalho remoto: 

A adoção do home office (ou teletrabalho) pode ser formalizado por meio de um aditivo contratual escrito que deve indicar as regras negociadas entre empregado e empregado. Muitas empresas deixaram de atualizar suas políticas internas e isso é extremamente relevante.

  • Deve haver um acordo entre os líderes e seus colaboradores diante das organizações de como será feito o Home Office;
  • A responsabilidade das despesas com o trabalho a distância devem ser formalizadas no aditivo contratual. (Dica: com benefícios flexíveis, fica mais fácil dar o auxílio home office para seus colaboradores);
  • Recomenda-se a elaboração e formalização de um manual de política de boas práticas de home office que estabeleça, por exemplo, a existência (ou ausência) da forma do controle de jornada e os meios de comunicações oficiais durante este período.

Banco de horas relativos à pandemia de Covid-19:

Para funcionários que não puderem realizar suas atividades de maneira remota durante a pandemia, será criado um banco de horas individual.

  • Este banco de horas é complementar ao banco de horas já existente na empresa, caso ele exista.
  • A compensação das horas deste período deverá acontecer em até 18 meses (um ano e meio) a partir do fim do estado de calamidade por conta do COVID-19, previsto para ser encerrado em 30 de dezembro de 2020. Ou seja, até o fim de junho de 2022. 

Férias coletivas:

A MP 927/2020 também alterou algumas regras sobre férias individuais no período de pandemia de COVID-19.

  • É necessário apenas notificar os empregados com 48 horas de antecedência. Não há limite máximo de períodos anuais nem mínimo de dias corridos;
  • Dispensa a empresa comunicar previamente o Ministério da Economia e o sindicato representativo da categoria profissional sobre a concessão de férias coletivas.
  • Aplicável a todos os colaboradores ou a um determinado setor. Atenção: pessoas da mesma área devem gozar das férias coletivas ao mesmo tempo.

Férias individuais:

É importante prestar atenção às mudanças que a Medida Provisória 927/2020 promoveu para férias coletivas durante o período da pandemia de coronavírus. Veja as regras vigentes:

  • Possibilidade de diferimento do pagamento do terço de férias até dia 20 de dezembro de 2020, junto com a última parcela do 13˚ salário, sem necessidade da antecipação da remuneração de férias;
  • É possível conceder férias individuais ainda que o chamado período aquisitivo (12 meses de trabalho) não tenha transcorrido;
  • Prioridade de férias para integrantes dos grupos de risco.

Redução de salário e carga horária:

Prevista na Lei 14.020/2020. Uma das medidas mais adotadas pelas empresas desde o início da pandemia do novo coronavírus.

  • Empregado e empregador podem negociar a redução proporcional de jornada e salário, nos percentuais de 25%, 50% e 70%, mediante pagamento de Benefício Emergencial pelo governo, no mesmo percentual da redução aplicada, sobre o valor do seguro desemprego que esse empregado faria jus;
  • Decisão precisa ser formalizada por escrito entre as partes e notificada ao Ministério da Economia e ao sindicato.

Plano de demissão voluntária ou incentivada:

  • Em tempos de crise e corte de gastos, as empresas podem fazer um acordo com o colaborador de demissão voluntária. Em troca, ele recebe algum tipo de vantagem, como salário extra ou plano de saúde estendido;
  • A empresa deve negociar qual a melhor maneira para ambas as partes;
  • Para dispensas individuais, de grupo ou coletivas.

Mais boas práticas para empresas em tempos de pandemia de Covid-19:

Aqui, devemos pensar não a partir da lei e sim sob uma visão mais humana da situação em que estamos. Separamos alguns pontos de reflexão:

  •  Pessoas dos grupos de risco devem permanecer afastadas do trabalho presencial. O coronavírus apresenta mais risco de morte portadores de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, asma e indivíduos acima de 60 anos e portanto essas pessoas necessitam de cuidados redobrados;
  • A área de RH está sendo fundamental para as empresas nesses tempos de gestão remota e reclusão. Talvez esse não seja o melhor período para sair de férias;
  • Muitas pessoas conseguem ser mais produtivas trabalhando de casa. Porém, cuidado com a extensão do tempo de cada um em suas atividades! Devemos ter tempo para começar e terminar o dia de trabalho, e veja se seus colaboradores não estão trabalhando mais do que deviam. 

Estamos diante de uma crise sem precedentes e para a qual nenhum de nós pode se preparar. O senso comum, a humanidade e a solidariedade são essenciais. Aliados a essas normas, eles nos auxiliam e orientam para melhor conseguirmos superar esse momento sem prejuízos de nenhum lado.  

E conte com a Vee para facilitar o desafio dos benefícios dos seus colaboradores neste período.

(Conteúdo atualizado em 08 de julho de 2020)

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Confira quais as habilidades necessárias do gestor de RH pós-pandemia

Tempo de leitura: 5 min
Veja quais habilidades serão fundamentais para o gestor de RH pós-pandemia

Estar em constante desenvolvimento e atualização é essencial para que você seja reconhecido no ambiente de trabalho, não é mesmo? Isso exige que você analise o mundo ao seu redor e a si próprio constantemente para identificar quais são as habilidades necessárias do gestor de RH que precisam ser desenvolvidas para que você se destaque.

Se essa já era uma exigência, no mundo pós-pandemia de COVID-19, isso se torna ainda mais necessário. Afinal, o contexto mudou radicalmente e o novo normal inclui trabalho home office, gestão de crise, uso da tecnologia para gestão de time remoto e atualização de conhecimentos ainda mais constante. Mas, e o gestor de RH em meio a isso tudo, como fica?

O papel do Gestor de RH depois da pandemia

Descubra agora mesmo quais são as habilidades que você, gestor de RH, precisa desenvolver para lidar com o novo normal do pós-pandemia.

Flexibilidade

Uma das coisas que a pandemia de COVID-19 trouxe para as empresas foi a prova de que tudo pode mudar a qualquer momento. Em questão de meses, as organizações e trabalhadores se viram diante de um mundo totalmente novo, o que representou uma grande crise econômica de proporções mundiais.

Portanto, uma das competências para qualquer profissional da atualidade é a flexibilidade, o que inclui o gestor de RH. Ele precisa entender quais são as novas demandas e necessidades do mundo atual e saber como alinhar isso às novas demandas dos trabalhadores da empresa, propondo ações e estratégias eficientes para manter o time produzindo e motivado.

No caso da COVID-19, por exemplo, muitos trabalhadores precisaram começar a atuar em home office. Isso trouxe as mais diversas implicações e demandas para o gestor de RH. Ele precisa, atualmente, gerenciar uma equipe remota e descobrir formas de motivar a engajar a equipe nessa modalidade de trabalho.

Uma das estratégias mais utilizadas no passado para isso sempre foi a gestão de benefícios. Porém, o formato tradicional perdeu o seu valor, uma vez que o colaborador não sai de casa e, por isso, não utiliza vale refeição ou transporte. Dessa forma, é necessário que o gestor pense em alternativas eficientes, como os benefícios flexíveis.

Atenção à saúde emocional dos colaboradores

É difícil encontrar quem não tenha sido afetado pela pandemia, tanto em termos de saúde física quanto emocional. O isolamento social, alinhado à sensação de insegurança e imprevisibilidade trouxeram uma série de problemas para os trabalhadores que mostraram a importância do cuidado com a saúde mental, seja em um momento de crise ou não.

Dessa forma, uma outra competência do gestor de RH do pós-pandemia é a capacidade de lidar e cuidar da saúde emocional dos trabalhadores da empresa. Ele precisa estudar o tema com cuidado e ética para ser capaz de identificar alguns sinais de que algo não vai bem e atuar de forma compreensiva para ajudar os colaboradores com problemas.

Isso não significa que ele deva fazer o diagnóstico, mas entender quando algum funcionário precisa de ajuda profissional. Além disso, é essencial também investir em atitudes preventivas, que preservem a saúde emocional dos trabalhadores.

Gestão de time remoto

Se o trabalho remoto já era uma tendência antes da pandemia de COVID-19, no período pós-quarentena ele pode se tornar, inclusive, uma regra em um grande número de empresas. Afinal, os trabalhadores tiveram que iniciar os seus trabalhos nessa modalidade devido à necessidade de isolamento social e, com isso, muitas organizações perceberam os benefícios dessa modalidade. Dessa forma, mesmo com a volta das atividades “normais”, pode ser que o trabalho remoto seja adotado nas organizações.

Com isso, o gestor de RH precisa entender qual a melhor forma de fazer o gerenciamento do time em home office. Isso vai além da gestão do time de RH. Esse profissional precisa desenvolver a habilidade de criar e implementar estratégias de monitoramento de desempenho, motivação e benefícios para todos os trabalhadores da empresa, mesmo que eles estejam atuando de forma remota.

Capacidade de utilizar a tecnologia

Outra tendência que já vinha crescendo antes da pandemia e, nesse momento, ganhou centralidade nas empresas é a tecnologia. A pandemia de COVID-19 fez com que as organizações precisassem investir em software de comunicação e gestão de time online e, inclusive, mudar a forma de vender seus produtos e serviços e de entrar em contato com os clientes.

Dessa forma, o gestor de RH precisa estar atento a essas novas ferramentas e ser capaz de utilizá-las. O bom gestor deve ir, inclusive, além do básico. É necessário que ele entenda quais são as tecnologias e inovações disponíveis no mercado, os benefícios e funcionalidades de cada uma delas. Além disso, trabalhar com dados como o People Analytics, também pode ser um diferencial nesse momento.

Organização e disciplina

Não foram só os colaboradores da empresa que precisaram se adaptar à rotina home office. O gestor de RH também precisou sair do escritório e começar a se organizar para trabalhar dentro de casa devido à pandemia de COVID-19. Dessa forma, uma outra habilidade que será o diferencial nesse momento pós-pandemia é a de se organizar e ter a disciplina necessária para realizar as atividades de forma remota.

O gestor precisa saber como definir as suas tarefas e prioridades e se dedicar a elas, mesmo estando dentro de casa. Trabalhar em um horário pré-determinado, evitar as distrações e manter a produtividade também é essencial e tudo isso depende da capacidade de organização e da disciplina desse profissional.

Visão 360

O RH é um setor bastante estratégico dentro da empresa, mas isso já era um fato antes da pandemia de COVID-19, não é mesmo? O que aconteceu é que, com a crise, as empresas estão percebendo a importância desse setor e a necessidade de que ele trabalhe de forma alinhada aos objetivos da organização como um todo.

Essa é a revolução da atualidade! Já aconteceram outras crises no mundo e a revolução, nos momentos anteriores, foram lideradas por outras setores, como o marketing e o supply chain. Porém, na crise do COVID-19, a centralidade é do RH. É esse setor que tomou a frente da transformação, domando as mudanças necessárias e ensinando as outras áreas a se adaptarem.

Dessa forma, o gestor de RH precisa ter uma visão 360, de forma a ser capaz de entender a organização como um todo, seu funcionamento, processos, mercado no qual está inserida e desafios atuais e futuros que ela enfrenta. As estratégias de RH precisam estar alinhadas à esses elementos de forma a contribuir para que a empresa se mantenha sustentável e alcance o sucesso.

A pandemia de COVID-19 trouxe uma série de mudanças para o mundo como um todo. As empresas passaram por transformações e os trabalhadores que estão inseridos no mercado também. Com isso, o gestor de RH precisa se atualizar para cumprir essas novas demandas que surgem na atualidade. Entender as principais competências é apenas o primeiro passo para continuar evoluindo e se destacar, comece agora mesmo e desenvolver essas habilidades, colocando em prática tudo que você aprendeu até agora!

Para entender um pouco mais sobre alguns desses elementos, leia nosso próximo artigo e descubra como a Vee está ajudando você, gestor de RH, a lidar com os desafios familiares de quem está em home office.

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Ferramentas para garantir flexibilidade e produtividade na gestão remota

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Conheça ferramentas para a gestão remota e mantenha a produtividade da sua equipe alta.

De uma hora para outra fomos surpreendidos com grandes mudanças na rotina. As consequências do isolamento social são bem grandes, impactando não apenas o cotidiano das pessoas, mas também as empresas, que agora precisam se preocupar em descobrir ferramentas para produtividade na gestão remota do trabalho.

Sim, é isso mesmo. Agora, o desafio é coordenar os colaboradores enquanto eles trabalham fora da unidade empresarial. Um novo normal está surgindo, e nessa nova realidade estão incluídas mudanças como a adoção em massa do home office.

Isso significa novos desafios para gerenciar as operações, manter a cultura organizacional ativa e monitorar a produtividade e os resultados. Se tudo isso já é uma tarefa intensa quando feita presencialmente, imagina com todo mundo longe do escritório?

LiVEE 26 de agosto

Mas não é preciso perder suas noites de sono pensando em jeitos mirabolantes de fazer esse monitoramento, basta apostar na tecnologia. 

7 ferramentas para garantir flexibilidade e produtividade na gestão remota

Para te ajudar a escolher os recursos certos, nosso time separou 7 ferramentas para gestão remota. Elas são ideais para garantir a flexibilidade do home office sem perder a qualidade e o controle presencial. 

Veja abaixo quais são essas soluções digitais.

1 – Trello

O Trello é um app de visualização de tarefas individuais e coletivas. Ele pode ser instalado no seu celular ou acessado via navegador web, e faz um acompanhamento em tempo real das demandas.

O sistema segue uma metodologia de trabalho conhecida como Kanban, que é muito utilizada por grandes empresas e por líderes empresariais de destaque. O funcionamento é bem simples, basta criar quadros (que são como post-its) e organizá-los em colunas.

Além da organização da lista de tarefas, é possível assinalar responsáveis para cada demanda, inserir datas de entrega e até mesmo carregar anexos como textos, áudios e vídeos. 

A solução é gratuita, porém, a versão paga oferece alguns recursos a mais.

2 – Asana

Asana é um sistema digital de comunicação em grupo que opera em cloud computing. Usar essa ferramenta para gestão remota de trabalho vai permitir que os colaboradores reduzam um pouco o fluxo de e-mails trocados, optando pela comunicação direta no aplicativo.

Junto com os recursos de comunicação corporativa, é possível realizar:

  • Gestão de projetos;
  • Divisão de tarefas;
  • Determinação de prazos;
  • Escolha de níveis de prioridade para cada uma das demandas inseridas.

Sua empresa pode usar o Asana sem custos, porém, para desbloquear mais features é necessário aderir a um dos planos pagos disponíveis.

3 – Slack

O Slack é uma plataforma de gerenciamento de projetos e comunicação em equipe que traz mudanças profundas para o jeito como os times e funcionários se relacionam. 

Com ele, é possível dar adeus aos grupos de WhatsApp feitos para trabalho e acabar com a mistura de sintonias entre pessoal e profissional no celular das pessoas.

O Slack vai além da comunicação e garante a organização das conversas em canais específicos e permite o compartilhamento de arquivos e o gerenciamento de projetos. 

Uma dica especial para quem trabalha na área de desenvolvimento e programação: o Slack permite a troca de códigos dentro do corpo das mensagens sem fazer alteração nenhuma nas linhas. 

Para usar a ferramenta não é preciso gastar nada. Porém, se a sua equipe for maior, será preciso adotar um dos planos pagos para comportar todos os colaboradores.

4 – G Suite

O G Suite é desenvolvido pelo Google e traz para o usuário um pack de soluções que operam em nuvem. Estão inclusos apps como Google Docs, as Planilhas Google (Sheets), Gmail e tantas outras ferramentas da Big G.

Devido à gama de recursos, o G Suite é uma das ferramentas para gestão de trabalho remoto mais completas do mercado, contando com recursos para operacionalizar as atividades e também para facilitar a comunicação.

Diferente dos demais listados até aqui, a versão de entrada do G Suite já é paga e o valor total varia de acordo com a quantidade de usuários.

5 – IDoneThis

Esta ferramenta possui recursos para gestão de projetos. Um diferencial bem interessante são os relatórios de análise de impacto que levam as mudanças feitas no dashboard como base. Com isso, todo o desenvolvimento das tarefas é analisada pelo IDoneThis.

Se você busca uma ferramenta para gestão remota de trabalho, o IDT é uma excelente alternativa para quem precisa analisar minuciosamente o desenvolvimento das demandas e a performance de cada um dos colaboradores envolvidos nos projetos.

6 – Zoom

A comunicação audiovisual é indispensável em tempos de trabalho remoto. Por isso, sua empresa não poderá abdicar de um recurso para estruturar reuniões online e videoconferências. 

O Zoom é uma ferramenta bastante popular e eficaz para essas demandas empresariais, além de permitir que sejam comportadas muitas pessoas na mesma sala de reunião sem que haja problemas de conexão e nem cobranças por isso.

A ferramenta não é 100% grátis, porém, para empresas pequenas o Zoom em sua versão free vai cair como uma luva.

Um ponto importante: quem utiliza o G Suite também tem acesso ao Google Meets, uma ferramenta de videoconferência com funcionalidade similar ao Zoom.

7 – Ahgora

A Ahgora é a solução completa para gerenciamento e execução de tarefas indispensáveis no universo empresarial, tais como:

  1. Gestão de ponto;
  2. Controle de acesso;
  3. Eficiência operacional.

Baseado em cloud computing, as ferramentas da Ahgora permitem gestão em tempo real, gerando insights importantíssimos para a gestão empresarial. Com recursos como o Ahgora Live, você pode acompanhar o trabalho de colaboradores que estão fora das unidades de um jeito bem simples e eficiente.

As ferramentas para gestão remota da Ahgora são indicadas para empresas de todos os portes, já que os sistemas são escaláveis e desenvolvidos para se adaptar à sua realidade corporativa. 

Você vai se surpreender com a facilidade de uso e qualidade analítica, o que justifica os números da empresa, que já conta com mais de 3 mil clientes espalhados por todo o Brasil. 

Monitoramento não é o único caminho da produtividade

Calma, a ideia aqui não é criar uma polêmica, mas sim complementar o tema com uma outra perspectiva. 

O trabalho remoto demanda acompanhamento para que a performance seja equivalente ao que era obtido antes da adoção do home office.  Porém, uma maneira bem inteligente de engajar os colaboradores é oferecendo a eles os benefícios certos como forma de remuneração indireta.

As pessoas querem mais do que apenas um vale transporte e seu cartão de Vale Alimentação/Vale Refeição. Mas é possível ir bem mais longe, ampliar a gama de serviços e parcerias e, com isso, melhorar a satisfação dos funcionários com os benefícios que eles recebem.

Esse é o papel da Vee Benefícios nesse desafio do engajamento à distância! Colaboradores felizes com seus salários e benefícios tendem a intensificar sua produtividade, portanto, não deixe de ponderar a adoção de benefícios mais modernos e flexíveis no ambiente de trabalho.

Quer saber mais sobre os planos da Vee? Acesse e descubra tudo o que podemos fazer para transformar os benefícios da sua empresa

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5 dados que você precisa conhecer sobre a pandemia e o novo normal para empresas

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Pesquisas sobre o novo normal para empresas

Uma coisa é um fato: depois da pandemia de COVID-19, a nossa vida não voltará a ser a mesma e entraremos em uma nova era chamada já de o “Novo Normal”. Seguiremos, por exemplo, em distanciamento social e usando máscaras por um bom tempo, tanto na vida privada como na corporativa. Algumas empresas também já falam em tornar o home office definitivo.

Além disso, alguns hábitos adquiridos devemos levar para o resto da vida, como, por exemplo, evitar entrar em casa usando sapatos vindos da rua e higienizar todas as compras assim que chegamos do supermercado.

Afinal, o que é o novo normal?

Maria Aparecida Rhein Schirato, Doutora e Mestra pela Universidade de São Paulo, com experiência em Consultoria e Gestão de Conflitos, Modelos de Gestão, Desenvolvimento de Liderança e Treinamentos Comportamentais, definiu o novo normal assim em entrevista ao Insper.

“O novo normal, na verdade, seria a proposta de um novo padrão que possa garantir nossa sobrevivência. entraremos em um novo padrão de normalidade. Reforçando, normalidade é o padrão que me garante sobrevivência dentro de um grupo. Logo vamos nos habituar com esse kit Covid e, certamente, sentiremos falta se não o utilizarmos”.

Ou seja: o novo normal é a “nova forma de viver” à qual nos adaptaremos daqui pra frente, em todos os aspectos da nossa vida, independente de trabalharmos em setores essenciais ou não, em formato presencial ou à distância.  

E para você estar ainda mais preparado para esse novo normal nas empresas, fizemos a curadoria de dados e informações de pesquisas renomadas sobre ele e a vida durante e pós Coronavírus. 

1 – O Home Office agradou…

Por mais que a transição para o esquema de gestão remota tenha sido brusca e feita às pressas, as pessoas estão satisfeitas com ele. 

Em uma pesquisa do ISE Business School divulgada pelo Estadão, 80% dos gestores dizem que gostaram da nova maneira de trabalhar.

O mesmo estudo apontou que 90% das pessoas em cargos de liderança afirmam que o home office os levou a fortalecer e valorizar ainda mais os laços com a família. Ou seja: eles estão mais felizes.

Ao estar mais tempo em casa, as pessoas estão aprendendo a equilibrar mais o tempo entre trabalho e vida pessoal e vendo que, no final, eles não são incompatíveis assim. Acostumamo-nos a cenas antes impensadas, como filhos invadindo reuniões importantes via zoom. E tudo bem com isso. 

2 – … ele não derrubou a produtividade das pessoas…

Um dos maiores mitos sobre home office é de que ele seria considerado um momento de “folga” para os colaboradores, que não trabalhariam tão bem de casa quanto dos escritórios tradicionais. 

Baseado nisso, alguns gestores chegaram a estabelecer como regra que todos os funcionários deveriam trabalhar todo o tempo com a câmera ligada, em um esquema de vigilância total. Quase um Big Brother corporativo. 

Mas esse mito é apenas isso: um mito. Um estudo da Cia de Talentos mostrou que:

  • 63% dos estagiários; 
  • 63% dos colaboradores individuais;
  • 76% da média gestão; e 
  • 71% da alta liderança

 afirmaram que tiveram a sua produtividade preservada no trabalho realizado remotamente.

3 – … e deve se tornar definitivo

Essa é a conclusão de um estudo realizado pela consultoria Cushman & Wakefield e divulgado pela Revista Exame. 73,8% das empresas brasileiras pretendem instituir o home office de maneira definitiva, independente da reabertura da economia. Antes da pandemia, apenas 42,6% das empresas tinham políticas de trabalho remoto. 

Algumas companhias inclusive já anunciaram publicamente a decisão. É o caso, por exemplo, do Twitter, que em meados de maio anunciou para os seus colaboradores que eles seguirão com possibilidade de trabalhar em casa independentemente do fim da pandemia se assim preferirem e caso estejam em cargos que permitam o trabalho remoto.

Já a Mastercard vai permitir que os seus colaboradores decidam, individualmente, quando querem voltar ao escritório físico. Essa é uma decisão global que afeta as pessoas em todos os escritórios da empresa ao redor do mundo.

4 – As três dimensões do crescimento no pós-pandemia

As empresas vão mudar depois da pandemia e disso não restam dúvidas. Em um longo artigo, a consultoria McKinsey aponta que elas passavam um sentimento excessivamente “burocrático, insular, inflexível, devagar, complicado e mais focado em lucro do que em pessoas”.

O COVID-19 “ao mesmo tempo não mudou nada e mudou tudo isso”. As empresas foram obrigadas a endereçar imediatamente todos os problemas e a enfrentar coisas que antes elas iam constantemente adiando. 

Talvez seja cedo demais pra dizer que a pandemia mudou o foco de todas as organizações, mas elas já não serão iguais e esse mesmo artigo da McKinsey mostra o que serão as três dimensões das empresas depois da pandemia (gráfico abaixo).

5 – Os novos benefícios precisam acompanhar um novo normal

Logo no início da pandemia, empresas e colaboradores se viram com um problemão nas mãos: o que fazer com os benefícios tradicionais agora que eles não podem ser aproveitados. Por exemplo o Vale-Refeição, praticamente inutilizado com restaurantes fechados.

Os padrões de consumo mudaram muito neste período. Um estudo feito pela Vee Benefícios mostrou que os gastos em benefícios usados com internet e energia subiram 229%, com uma alta no de 189% no valor e assim atingindo um ticket médio de R$ 83. Já a utilização com cultura cresceu 300% no período, com um ticket médio subindo 97,7%. 

Por outro lado, os gastos com refeição, que costumam representar 15,78% da movimentação do cartão Vee, teve um crescimento de 6% no volume das transações e 15% no valor gasto na categoria. 

Mas, para os colaboradores poderem fazer esses ajustes nos seus próprios gastos, é preciso que a empresa tenha implementados os benefícios flexíveis. Assim como os que a Vee oferece. Além da liberdade de utilizar o seu saldo como quiser, para o que quiser, eles ainda têm acesso em condições especiais a diversos parceiros. Entre eles está a Zenklub, uma plataforma totalmente online de saúde emocional, com consultas com psicólogos, terapeutas, coaches e outros profissionais. E mais do que nunca, com todos ainda em isolamento social, a saúde emocional precisa ser discutida.

Quer saber como a Vee ajuda sua empresa na adoção dos benefícios flexíveis? Entre em contato em: https://vee.digital/contato

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Desafios familiares: engajamento, produtividade e o home office

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Os desafios familiares com o home office e a gestão remota

Quem trabalha e mora sozinho pode até achar que a quarentena trouxe apenas mudanças no local de trabalho, trocando a sala da empresa pela sala de estar. Porém, a verdade não é assim tão simples. Para quem mora com pai, mãe, filho, filha, cachorro, o home office trouxe diversos desafios familiares.

As famílias estão vivendo revoluções na sua rotina. O trabalho mudou, as crianças não vão mais para a escola e as tarefas de casa estão mais intensas, já que todo mundo deve manter o isolamento social. E, para ajudar, ainda é preciso conciliar todos os compromissos profissionais e estar engajado com as demandas.

O engajamento em tempos de quarentena e home office pode se tornar um grande desafio para homens e mulheres, e isso é algo que você precisa ficar atento, já que estar em casa não é mais um sinônimo de férias ou descanso.

Home office: Principais desafios familiares na quarentena

Em março de 2020, as primeiras cidades do Brasil adotaram o isolamento social. De lá para cá, muita gente se deu conta que ficar em casa trabalhando pode não ser tão fácil quanto parece.

Restaurantes fechados significa fazer comida ou gastar mais com delivery. As tarefas domésticas cresceram com as medidas de segurança, que exigem mais trocas de roupas, limpezas em casa e mais cuidados de higiene. Os pais precisam fazer um processo de adaptação na rotina dos filhos. Por último, mas não menos desafiador, está a nova rotina de trabalho.

Resumindo: o home office trouxe desafios familiares, e, de quebra, não houve redução das obrigações de trabalho. Sendo assim, fica bem claro que o momento é bastante intenso, e no meio disso tudo é preciso estar em sintonia com o trabalho e se engajar nas tarefas e manter a motivação.

Mas como fazer tudo isso ao mesmo tempo? É aqui que entra uma pitada de planejamento, uma boa dose de diálogo e, claro, o compromisso da empresa com seus trabalhadores.

Não entendeu? Então veja cada um desses pontos abaixo!

Planejamento é essencial para não perder a cabeça

Não tem outro jeito para enfrentar os desafios familiares e o home office. Para não deixar a peteca cair no trabalho e nem dentro de casa, será preciso se planejar. É hora de focar na organização das suas tarefas e no uso intenso da sua agenda para controlar horários e não perder o foco.

Tente estabelecer horários para trabalhar, cuidar da casa, dar atenção à família e se divertir. Sim, o dia parece curto para fazer tudo isso, mas pode ser que uma boa organização na sua agenda faça uma grande diferença.

Além disso, ter em mãos os seus compromissos é um jeito de se manter engajado em cada um deles durante todo o dia. Assim você não perde no “efeito bola de neve” e segue focado nas suas missões do dia.

Aqui valem algumas dicas legais:

  1. Compre um planner ou faça uma tabela de controle no seu computador;
  2. Utilize apps, como os que aplicam a técnica Pomodoro, para você ter uma boa gestão de tempo;
  3. Se esforce e tenha disciplina para cumprir os horários;
  4. Deixe bem claro para todos da sua família como está a sua agenda do dia.

Essas simples ações já fazem uma ótima diferença na sua produtividade e no seu engajamento, e vão te ajudar muito a equilibrar essa equação cheia de desafios familiares em meio ao home office.

Além disso, também vale pensar em algumas questões importantes:

  1. Qualidade do ambiente onde você está trabalhando na sua casa;
  2. Os equipamentos que você está usando: mesa ruim, cadeira desconfortável e até um sinal de internet fraco são ótimos meios para sugar sua produtividade e engajamento;
  3. As orientações da sua empresa sobre o trabalho remoto;

O diálogo se mantém como pilar para a produtividade

Ter diálogo dentro de casa é fundamental para preservar seus níveis de produtividade e engajamento pré-quarentena. Converse com todos, exponha que sua rotina mudou, mas não seus compromissos, e busque entrar em harmonia com os demais.

Lembre-se sempre que os desafios familiares não podem impactar seu home office, muito menos a sua produtividade. Mas fique calmo, afinal, já faz parte do novo normal as situações como interrupções feitas pelos filhos ou quando seu gato que resolve aparecer na vídeoconferência.

O grande segredo é não se preocupar com essas pequenas coisas, mas tentar manter-se produtivo, atento ao que precisa ser feito e sempre de olho em oportunidades para melhorar o engajamento, já que isso pode ser importante para o crescimento da sua carreira em meio à um cenário tão diferente.

Isso inclui aquele papo com seus filhos sobre obrigações e tempos de lazer e também com o seu cônjuge sobre as tarefas do lar. E aqui vai uma dica muito importante para os homens: é hora de deixar antigos erros no passado.

Ainda tem muita gente que acha que os deveres de casa são obrigações exclusivas das mulheres. Tarefas de casa e o cuidado com os filhos são demandas do casal e, por isso, precisam ser igualmente divididas.

E você, que é mãe e mulher, pode colocar esse ponto em discussão. A sua carreira é muito importante, tanto quanto a do seu marido. Portanto, não pode haver desequilíbrio na divisão de tarefas, afinal, se não houver equilíbrio, é bem provável que seu engajamento e produtividade sejam afetados.

O diálogo é o caminho para a harmonia da sua casa em tempos de home office. Portanto, saiba que uma boa conversa é indispensável se você está preocupado em manter uma rotina produtiva.

A empresa também tem compromisso com o colaborador

Uma empresa que quer atingir melhores resultados precisa investir em seus funcionários, mesmo em home office. Esse é o caminho para manter o engajamento.

Uma boa organização pensa nos seus colaboradores e sabe que é preciso ter cuidado com aspectos, como

Os benefícios flexíveis como fator de engajamento corporativo

A remuneração indireta é uma das formas encontradas pelas empresas para ampliar o engajamento. Funcionários felizes com seus planos de benefícios são menos suscetíveis às saídas e quedas de motivação, já que fica evidente que a empresa valoriza sua força de trabalho.

Além da queda no turnover e na retenção de talentos, os benefícios, quando flexíveis, podem se adequar às novas necessidades dos funcionários. Neste momento, uma das saídas encontradas pelas instituições foi a adesão de um benefício pensado no home office.

Neste caso, estamos falando de uma remuneração indireta, para que o funcionário possa:

  • Comprar materiais necessários;
  • Ter recursos para compensar o aumento em suas contas de luz;
  • Ajudar no pagamento da internet, essencial para o trabalho remoto.

Além dos benefícios, digamos, mais técnicos e voltados para a execução do trabalho, o engajamento e a produtividade podem sofrer impactos positivos de outros produtos oferecidos em planos com benefícios flexíveis, como a possibilidade de realizar terapia online e acompanhamento com coaches de carreira.

Deixe a flexibilidade por conta da Vee Benefícios!

A Vee oferece o mais completo mix de benefícios flexíveis do mercado. Portanto, quando o assunto for novas formas de oferecer benefícios de trabalho para os funcionários, não se esqueça da Vee!

Nossos planos permitem uso flexível de benefícios, para o colaborador usar o valor recebido da maneira que ele quiser além de convênios para compras, clube de descontos e planos mais baratos para atividades de bem-estar.

Acesse nosso site e descubra como a Vee pode operacionalizar a mudança dos benefícios oferecidos aos colaboradores e, com isso, ampliar o engajamento deles em um momento tão importante.

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O Home Office será definitivo? Saiba o que vai acontecer pós-pandemia

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O Home Office será definitivo? Saiba o que vai acontecer pós-pandemia

As medidas de isolamento social e distanciamento entraram em vigor em março, no início da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Isso significa que muita gente está trabalhando em regime de home office há vários meses seguidos. No começo, muitos colaboradores – e também os próprios gestores – estranharam a nova realidade, . Alguns, inclusive, chegaram a duvidar da eficiência do trabalho remoto.

Contudo, após todo esse tempo, o questionamento mudou um pouco, agora a discussão é se o home office será definitivo. Essa inversão de valores tem suas razões, afinal, alguns mitos foram desmentidos, como a ineficiência do trabalho remoto.

Ao mesmo tempo, as empresas se municiaram de tecnologias – especialmente para gestão de trabalho à distância e realização de videoconferência – e o home office se tornou mais simples, confiável e, claro, producente.

No post de hoje vamos discutir essa nova realidade e a possibilidade do home office se tornar definitivo na realidade de diversas empresas e seus colaboradores. Boa leitura!

O home office no Brasil: os impactos da pandemia na rotina das empresas

O aumento de casos de coronavírus e a consequente ordem dos governos estaduais de limitar os serviços fez com que muitas empresas fechassem momentaneamente seus escritórios. E a única saída para manter a produtividade foi a adoção do trabalho remoto, algo que já era uma realidade por aqui, mas para um número muito reduzido de profissionais.

Segundo o IBGEapenas 3,8 milhões de brasileiros já trabalhavam em regime remoto. O número pode parecer alto, porém, vale lembrar que a estimativa é que existam mais de 105 milhões de brasileiros economicamente ativos. Ou seja, pouco mais de 3% dos trabalhadores do nosso país já teve alguma experiência em trabalhar de casa.

O contingente era pequeno, porém, da noite para o dia, pessoas que nunca imaginaram trabalhar de suas casas tiveram que adaptar seus lares para criar ambientes de trabalho. O número de pessoas em home office neste momento, de acordo com um novo levantamento, é de 6 em cada 10 brasileiros que trabalham.

Toda novidade traz um pouco de incertezas, e com o home office não foi diferente. Entretanto, o que antes era desconfiança agora virou oportunidade de mudanças positivas.

As empresas que antes eram relutantes com a adoção do trabalho remoto agora parecem mais receptivas com essa ideia. Existe uma estimativa de crescimento de 30% no regime home office pós-pandemia.

Quais são os benefícios ao adotar o trabalho remoto?

Neste momento, o home office virou uma medida de segurança, mas, antes da pandemia, ele era adotado pelas empresas com algumas finalidades, dentre elas:

  1. Redução dos custos operacionais da empresa (gastos com luz, água, internet, etc);
  2. Possibilidade de adotar sedes menores e, consequentemente, mais baratas;
  3. Adequação à rotina de colaboradores que passam muito tempo em trânsito ou fora do escritório;
  4. Dar mais liberdade para os gestores empresariais.

Para os colaboradores, por sua vez, os impactos do home office não são financeiros, mas sim, socioemocionais.

Veja alguns dados:

  1. 98% dos trabalhadores desejam, pelo menos uma vez na semana, trabalhar remotamente até o fim de suas carreiras;
  2. 49% dos brasileiros empregados e 55% dos desempregados apontaram que gostariam de trabalhar em regime remoto;
  3. 71% dos funcionários em home office declararam estar mais felizes com a rotina;
  4. Desde o início da pandemia, 78% dos brasileiros em regime de home office se declararam mais produtivos.

Esses números demonstram que home office chegou para ser uma opção valiosa para as empresas que pretender dar uma dinâmica mais moderna para as relações de trabalho e a rotina das pessoas.

Então, o home office será definitivo?

É muito cedo para tirar esse tipo de conclusão, especialmente porque a América do Sul é o continente com mais empresas que relutam na adoção do regime remoto.

De acordo com levantamento da Owl Labs, Ásia e América do Sul têm uma média 9% maior de empresas que não aceitam o home office e não querem adotá-lo. Isso mostra que ainda há uma certa resistência ao modelo de trabalho remoto. Contudo, a realidade para muitas empresas (mesmo as contrárias ao home office) pode ser o trabalho remoto até 2021. Empresas como a Google, Facebook e Amazon anunciaram a prorrogação do home office até o ano que vem.

A Mastercard, por sua vez, vai permitir que os funcionários voltem quando se sentirem confortáveis. Já o Twitter sinaliza que vai implementar o home office como modelo definitivo para parte de suas equipes.

É claro que tudo, neste momento, depende do avanço do novo coronavírus. Se os casos não forem reduzidos drasticamente, é bem provável que mais e mais empresas continuem (ou sejam forçadas) a adotar o home office.

A maior probabilidade é que mais empresas passem a adotar um modelo híbrido de trabalho, que consiste em dias de operação no escritório e outros trabalhados de casa.

Esse meio termo pode ser a solução para uma futura adaptação à realidade 100% home office, algo que é economicamente vantajoso para empresas e motivacional para os funcionários.

Com isso, surgem mais oportunidades e momentos de reflexão e análise sobre a eficiência desse modelo de trabalho e seus impactos sobre o fator humano.

Flexibilidade é tendência no mercado de trabalho

Dar mais autonomia às pessoas é uma forma de demonstrar confiança e reconhecimento. O home office começou a ser adotado exatamente por trazer uma nova dinâmica de trabalho, que consolida economia de gastos operacionais e, ao mesmo tempo, é capaz de fazer com que os funcionários sintam-se valorizados pela suas instituições.

Essa filosofia, que começou como algo de vanguarda, acabou sendo empurrada às pressas para todo o mercado de trabalho, e é claro que algumas empresas terão um poder de adaptação e aceitação maior do que outras. Contudo, uma coisa é fato: nenhuma instituição deixará de pensar em flexibilização dos postos de trabalho daqui em diante.

E quando o assunto é flexibilidade, saiba que essa é a filosofia que carregamos aqui na Vee. Nosso trabalho surgiu exatamente da crença na flexibilização, mas com foco nos benefícios corporativos.

Os benefícios flexíveis são uma peça-chave para a satisfação do colaborador, uma poderosa ferramenta para retenção dos talentos e também para o aumento da produtividade.

Se a sua empresa discute flexibilização, mais do que aplicar este conceito à rotina, é possível implementá-la na remuneração indireta e garantir bons índices de satisfação.

Quer conhecer mais sobre os impactos positivos da Vee e os planos de benefícios flexíveis? Então, basta acessar o nosso site para ficar por dentro de tudo que podemos oferecer para sua empresa!

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Os maiores aprendizados do RH Summit 2020

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Veja os destaques do conteúdo e premiações do RH Summit 2020

Entre 22 e 26 de junho, o RH Summit 2020 reuniu mais de 80 mil participantes. A quarta edição do evento contou com mais de 60 palestras, divididas em 5 trilhas de conhecimento, e uma premiação – o GPTW Mulher.

Saiba um pouco mais sobre o que aconteceu nesses quatro dias, e descubra a importância do maior evento online e gratuito da América Latina

Como foi o RH Summit 2020?

O mercado de trabalho passa por transformações que se acentuaram com a pandemia. Foi necessária uma rápida adaptação ao home office, o que gerou desafios para os funcionários e também para o setor de Recursos Humanos. 

Através de palestras e cases de sucesso, o RH Summit 2020 buscou justamente trazer alternativas diante dessa nova realidade.

Conheça cada uma das 5 trilhas abordadas no evento e também a premiação GPTW Mulher.

LiVEE 26 de agosto

Employer Branding, Talent Acquisition, Benefícios e Onboarding

Bem-estar dos funcionários, engajamento e retenção de talentos são os objetivos do employer branding. O RH Summit 2020 trouxe empresas que têm como princípio ser uma marca empregadora. 

Além disso, foram abordadas formas de como atrair e reter talentos, e como os benefícios podem auxiliar nesse sentido.

Ações pontuais têm pouca quando se quer construir uma marca empregadora. Um trabalho constante, baseado em relacionamento, é o que garante o sucesso da empresa.

Analytics e Performance

Essa trilha alertou para o desafio de se encontrar um meio termo entre resultados e pessoas. Através de dados e exemplos trazidos pelos palestrantes, discutiu-se a melhoria da experiência e performance dos colaboradores.

Cada empresa tem sua cultura, seu contexto e suas peculiaridades. Logo, não existe um modelo único de gestão. São necessários diversos testes para escolher o mais adequado.

Todavia, independentemente do formato adotado, três pilares são importantes para a eficiência: 

  1. Alinhamento de prioridades;
  2. Diferenciação de performance;
  3. Feedbacks estruturados.

Educação corporativa, Liderança e Diversidade

Diversos depoimentos enriqueceram esse tópico, cada vez mais discutido nas organizações. Destacou-se a importância da disciplina e da busca por resultados para conquista de autonomia por parte dos colaboradores.

Falou-se também sobre a necessidade de treinamentos para a transformação digital, para que o funcionário não se sinta ameaçado pelas novas tecnologias. Técnicas de ensino interativas também se mostraram efetivas. Ensinar os colaboradores colocando-os em situações de decisão é uma boa forma de desenvolver liderança e autonomia.

Por fim, constatou-se que a diversidade nas empresas tem ligação direta com inovações e com melhores resultados financeiros. Contratar pessoas de culturas diferentes é estratégico para os negócios das organizações. Equipes homogêneas dificilmente trarão a riqueza de experiências tão necessária para a inovação. 

Cultura, Carreira e Remuneração

Essa trilha tratou dos novos rumos do mercado de trabalho. Valorização e incentivo ao estilo de vida do trabalhador, benefícios diferentes e atrativos foram alguns dos temas importantes abordados.  

Além disso, o impacto da Covid-19 na economia e como as empresas estão administrando suas consequências também foi um ponto de destaque.

A transformação do perfil das últimas gerações fez com que mudassem também os motivos pelos quais se escolhem, hoje, locais para se trabalhar. Novos profissionais buscam por lugares que se preocupem com seu estilo de vida. Dessa forma, as empresas têm percebido que, em vez de tentar eliminar as diferenças, é preciso respeitá-las para extrair o melhor delas.

Também foi feito um paralelo entre as remunerações fixa e variável. Concluiu-se que um salário fixo um pouco abaixo do mercado e com a possibilidade de um variável agressivo pode proporcionar ganhos acima da média.

Tendências e Carreira em RH

Destacou-se, aqui, o importante papel do RH no sentido de promover o engajamento dos colaboradores e incentivá-los para que invistam na sua própria capacitação.

Para que se sintam parte da transformação, os profissionais devem se sentir comprometidos e motivados. Se isso não acontecer, não adianta estruturar processos e técnicas de gestão.

A importância da legislação e questões trabalhistas também foi abordada. Apesar de ainda não existir regulamentação efetiva para freelancers e contratos híbridos, isso em breve ocorrerá. E, num futuro próximo, as empresas precisarão de expertise para lidar com essas questões.

Prêmio GPTW Mulher

O Great Place to Work é uma consultoria global que apoia organizações a obterem melhores resultados através de uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação. 

No RH Summit 2020 a premiação promovida pela organização teve como foco a promoção do protagonismo feminino na sociedade e no mercado de trabalho.

Apesar de o número de mulheres ter crescido dentre lideranças políticas e empresariais, ainda está muito aquém da participação masculina. 

Segundo relatório do Fórum Econômico Mundial divulgado em 17/12/2019, as mulheres terão de esperar dois séculos por igualdade no trabalho. O fórum, com sede em Genebra, avalia anualmente as disparidades em 153 países em quatro áreas: educação, saúde, oportunidade econômica e capacitação política.

O estudo alerta para o aumento da desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho em todo o mundo. Em média, apenas 55% das mulheres adultas trabalham, comparado a 78% dos homens, e ganham cerca de 40% a menos para realizarem trabalhos semelhantes. O Brasil ocupa 92ª colocação no ranking de paridade.

O evento contou com 640 empresas inscritas, dentre as quais 70 foram selecionadas. Destas, metade representaram a categoria médio porte, e metade, grande porte.

Os vencedores de cada categoria foram:

Médio Porte

·         1º Lugar – Levvo (grupo empresarial brasileiro e franquia McDonald’s)

·         2º Lugar – Bristol-Myers Squibb (farmacêutica)

·         3º Lugar – Mastercard (pagamentos eletrônicos)

·         4º Lugar – Aspen Pharma (farmacêutica)

·         5º Lugar – Qualirede (gestão de planos de saúde)

Grande Porte 

·         1º Lugar – Johnson & Johnson (farmacêutica e higiene)

·         2º Lugar – Accor (rede hoteleira)

·         3º Lugar – Boticário (cosméticos)

·         4º Lugar – Cognizant (inteligência artificial)

·         5º Lugar – Laboratório Sabin (medicina diagnóstica)

Como a pandemia está afetando os orçamentos das empresas?

O CEO da Vee Benefícios, Raphael Machioni, foi um dos palestrantes e abordou a questão da pandemia e home office no RH Summit 2020. Segundo ele, o novo modelo já está trazendo importantes transformações digitais, alguns exemplos são:

  • Maior diversidade;
  • Recrutamento sem barreiras;
  • Incentivo ao protagonismo nas decisões.

Entretanto, isso exigirá das empresas novas ferramentas de controle de produtividade à distância para uma eficiente gestão remota. 

Além disso, o home office demandará flexibilidade em relação a benefícios, para atender as necessidades dos diferentes colaboradores. Gastos com vale-refeição e transporte, por exemplo, darão lugar a outros como deliverys e aumentos de despesas em casa. Por isso a importância de que os benefícios se tornem menos engessados e mais flexíveis.

–Quer conhecer mais sobre os nossos planos? Acesse nosso blog e descubra todas as soluções que podemos lhe oferecer para tornar os benefícios da sua empresa flexíveis e adaptados às necessidades de seus funcionários!

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Vee na Mídia: Empresas incluem Auxílio Home Office na cesta de benefícios

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Vee é tema de reportagem do Valor Econômico

Desde março, com o agravamento da pandemia de Covid-19 no Brasil, quem não presta os chamados serviços essenciais e tem essa possibilidade, está trabalhando de casa, em esquema de gestão remota. Isso acelerou exponencialmente o processo de transformação digital das áreas de Recursos Humanos, que precisaram repensar os processos e os benefícios das empresas. E aí entrou em cena o chamado Auxílio Home Office, que muitas passaram a oferecer para seus colaboradores.

Esse foi o assunto de um artigo publicado no Valor Econômico, com base em um levantamento feito pela Vee com os seus usuários. Ao todo, foram pesquisados os hábitos de consumo de oito mil profissionais de 110 empresas.

Aumento no Auxílio Home Office

Essa foi uma das mudanças percebidas neste estudo feito pela Vee. As empresas estão oferecendo este novo benefício aos seus colabores, que agora usam o saldo do valor recebido para custear, por exemplo, a linha telefônica, um pacote de internet melhor ou até mesmo móveis e equipamentos de ergonomia para o Home Office.

No caso das despesas com telefonia, energia e internet, o pagamento dos boletos pode ser feito diretamente pelo aplicativo Vee Pay, já que ele conta com o sistema de leitura de código de barras e toda a tecnologia e segurança necessária.

LiVEE 26 de agosto

Para a compra de mobiliário e equipamentos de ergonomia e tecnologia, os colaboradores ainda contam com a NewValue, um clube de descontos que tem condições de acesso especiais para clientes da Vee. Ou seja, além de usar o benefício para custear tudo isso, ele ainda ainda tem descontos nessas compras.

“Essas empresas estão dando, em média, R$83 para cada funcionário custear o Home Office. (…) Em média, esse valor equivale a quatro dias do valor total total de benefícios concedidos por cada empresa, por mês”, explica Raphael Machioni, CEO da Vee.

Mudanças também no uso de outros benefícios corporativos durante a pandemia

Além do custeamento do home office, os colaboradores também mudaram o seus padrões de uso de outros benefícios. Logo no início da pandemia, os gastos no cartão Vee com alimentação passaram de representar 20,2% do total para 36,7%. O CEO da Vee, Raphael Machioni, também falou sobre isso.

“O uso do vale alimentação foi a primeira grande onda que vimos em termos de benefícios na pandemia, quando as pessoas correram aos supermercados”, explicou Raphael para o Valor Econômico. 

Por outro lado, os gastos com refeição, que antes representavam 57,2% de todos os gastos no cartão de benefícios flexíveis, passaram a ser apenas 15,78% do todo. E não é só isso. Antes da quarentena e do isolamento social, cada usuário costumava fazer dois pedidos de delivery por mês. Essa média subiu para duas compras por semana. 

Com a Vee, você consegue garantir a flexibilidade dos benefícios dos seus colaboradores de maneira facilitada. Nada de ter que lidar com os benefícios obsoletos, ao estilo Anos 70, limitados a “alimentação e refeição” e cheios de burocracia. 

Também facilitamos o Auxílio Home Office, para seu time pagar contas de luz e internet, comprar materiais de escritório, mobília ou kits ergonômicos sem complicação. Quer saber mais? Entre em contato com a Vee: https://vee.digital/contato.

Clique aqui para ler completo o artigo do Valor Econômico com os dados do levantamento da Vee.

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